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O cotidiano escolar e a frequência da violência física e psicológica

04 de Novembro de 2019 as 15h 13min

O cotidiano escolar e a frequência da violência física e psicológica, como a presença de um psicólogo pode auxiliar?

Nossa sociedade tem passado por diversas mudanças, dentre elas o papel do professor, que também tem modificado ao longo dos tempos. De um profissional que transmite conhecimento, o professor passa a realizar papeis diferentes em sua função, pois frequentemente precisa ouvir seus alunos e aconselhá-los, já que seu comportamento dentro da escola é reflexo de suas experiências fora dela, como o ambiente familiar, de convívio com amigos, ou seja, social.

O ambiente escolar representa as diversidades da realidade brasileira. A maioria dos alunos que frequenta a escola pública pertence a famílias carentes e que possui situação financeira instável, fazendo com que passem por algumas dificuldades. Sabemos que os problemas socioeconômicos estão cada vez mais complexos e impactam a vida de todos.

Ultimamente, temos observado o aumento de notícias de agressões entre alunos, algumas delas iniciam por meio das “brincadeiras” entre os jovens, ou ainda por outros motivos, geralmente banais, mas que em momentos de dificuldades podem ser o que faltava para que este jovem tenha acesso de raiva, passando a agredir como meio de liberar tal sentimento.

Como exemplo destes tipos de agressão, posso citar as recentes notícias que saíram na cidade de Sinop, em relação ao que ocorreu em uma instituição de ensino, tal notícia veiculou em sites como G1, cenário MT e no Só notícias no dia 12/09/2019.

Além das agressões entre os alunos, houve aumento nos relatos e reportagens sobre agressões contra professores, bem como a frequência da ocorrência de afastamento desses profissionais por problemas como estresse, doenças psicossomáticas, por fadiga ou ainda pela desmotivação causados, por vezes, pela exaustão e pelo descaso com a profissão.

Outra situação muito comum nas escolas, é a dificuldade de professores em adaptar atividades para alunos com laudo, pois na maioria das vezes os professores não possuem conhecimento de quais atividades podem colaborar com o processo de ensino e aprendizagem desse aluno.

A presença de um profissional da área da Psicologia no ambiente escolar, pode auxiliar no desenvolvimento de atividades que aproveitem as oportunidades educativas, promover condições de aprendizagem, diagnosticar e encaminhar problemas que ocorrem no ambiente escolar. Esse profissional pode planejar ações que promovam benefícios no cenário escolar.

Além disso, existe a grande necessidade da presença do psicólogo para dialogar com alunos e professores, para assim orientá-los em problemas pessoais que atrapalham o desempenho de ambos no ambiente.

A atuação de tal profissional pode ser entendida como preventiva e curativa, visto que, boa parte de população tem sido atingida pela chamada doença da mente, ou seja, muitos estão sofrendo em silêncio, o que reflete no comportamento.

Algumas vezes os alunos não conseguem se abrir para os professores, e, na maioria, nem os professores estão prontos para orientar os alunos com base em suas experiências. Portanto, o psicólogo pode mediar, diagnosticar e promover ações para melhorar o desempenho no processo de convívio social e educativo.

Ao realizar pesquisa sobre o assunto, não encontrei nenhum outro meio para que pudesse ser solucionado o problema. Poderiam haver mais pesquisar que apontassem quais as outras possibilidades.

O que deve ser levado em consideração é que, mesmo que os alunos sejam encaminhados para uma unidade de atendimento do município, provavelmente não conseguiriam ser atendidos, devido a demanda da população em geral, ou seja, para atendimento com profissionais psicólogos a população espera por dias ou meses, desta forma, se encaminhados para atendimento a demanda e a espera podem ser muito maiores. 

 

Bibliografia:

COSTA, M. S. G. A; BARBOSA, N. D; CARRARO, P. R. A importância do trabalho do psicólogo escolar aos docentes em escolas públicas. Revista EIXO, Brasília - DF, v.3 n.2, jul – dez de 2014.

PEREIRA-SILVA, N. L.; ANDRADE, J. F. C. de M.; CROLMAN, S. R.; MEJÍA, C. F. O papel do Psicólogo Escolar. Psicologia Escolar e Educacional, SP. Volume 21, Número 3, Set/Dez de 2017: 407-415

Por: Gisely Noeli Vanderlinde Bezen

E-mail: gisely.bezen@gmail.com

* Este texto foi produzido para a disciplina de Teoria Linguística, do Curso Pós-Graduação Stricto Sensu -  PPGLetras (UNEMAT/Sinop), sob orientação da profa. Dra. Leandra Ines Seganfredo Santos

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