Bom dia, Terça Feira 17 de Outubro de 2017
Saúde Coluna Social Classificados Sobre o Site Fale Conosco

Apesar da alta dos preços, inflação de Sinop está controlada

GC Notícias | 24/08/2017 12:03

Depois de uma queda no mês de junho, preços voltam a subir em julho, mas cenário é animador

Sinop registrou no último mês a maior inflação do ano. É o que aponta o levantamento feito pelo departamento de Economia da Unemat, em parceria com a CDL Sinop. O relatório apresentado esta semana revela que o IPC-Sinop (Índice de Preços ao Consumidor), teve uma alta de 0,76% no mês de julho. É a maior inflação registrada em 2017.

Embora o dado pareça alarmante, o cenário econômico de Sinop é seguro. A afirmação é do economista Udilmar Zabot. Segundo ele, no mês anterior, o IPC-Sinop teve uma queda de -0,30%, o que caracterizou uma deflação – quando os preços de uma forma geral ficam mais baratos para o consumidor. “Essa alta de 0,76% é referente a este indicador de junho, mês em que houve deflação”, explica.

A afirmação de que a inflação de Sinop está dentro de um patamar desejável é baseada na observação de um período mais longo. No acumulado de 2017, a inflação local é de 1,43%. Já o acumulado nos últimos 12 meses é de 2,38% - muito abaixo da meta nacional, que estima uma inflação entre 5% a 6% ao ano. “Um dos grandes acertos desse governo [Michel Temer], independente da posição política, foi dar independência para o Banco Central fazer a sua gestão. Isso tem segurado a política monetária, que resulta em uma inflação abaixo da meta, dentro de uma realidade de mercado. Esse cenário nacional acaba refletindo na economia de Sinop”, pontuou o economista.

Zabot atribuiu a alta dos preços em julho como um reflexo do reajuste nos preços dos combustíveis. Segundo ele, o governo se sentiu confortável para aumentar os tributos desse item, justamente porque a inflação está controlada. “O combustível acaba refletindo nos preços de outros bens de consumo”, ressalta.

Em Sinop, o item que mais subiu foi Alimentação e Bebidas (+0,37%). Dos 9 grupos que compõem o IPC-Sinop, esse é o que tem maior peso no percentual de consumo do sinopense: 24%. Por isso que quando o preço dos alimentos sobe, o impacto sobre a inflação geral é maior. O segundo item que mais subiu foi Transporte (+0,27%), seguido de Habitação (+0,12%) e Vestuário (+0,07%). Saúde e Cuidados Pessoais teve queda de -0,08%. Comunicação, Despesas Pessoais, Educação e Artigos para Residência se mantiveram estáveis.

 

Cesta básica

O departamento de economia da Unemat também acompanha a variação de preços da Cesta Básica em Sinop. Esta Cesta Básica é o conjunto de 13 itens em quantidades determinadas pelo DIEESE, que, em tese, correspondem a alimenta necessária para nutrir um homem, adulto, trabalhador pelo período de 30 dias. É basicamente a “ração” para o ser humano não passar fome. No mês de julho a Cesta Básica teve uma alta de 0,17%, passando de R$ 369,83 no mês de junho para R$ 370,45. O valor está abaixo do registrado, no mês de abril, quando os mesmos produtos custavam R$ 385,22.

O item com maior alta foi o tomate (19%), seguido da mantega (11%). Por outro lado, houve queda nos preços da batata (-11,5%), banana (-6,8%) e açúcar (-4,7%).

Na comparação com outra capitais, Sinop tem uma cesta básica mais barata. Em Cuiabá o preço da cesta é R$ 395,04, em Campo Grande R$ 382,17 e em São Paulo R$ 445,83.

Fonte: Jamerson Miléski