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Infestação de mosca-branca causa perdas de até cinco sacas de soja por hectare em Mato Grosso

GC Notícias | 13/02/2017 08:55

A maior presença de mosca-branca está em lavouras que foram semeadas a partir de novembro

Produtores em Mato Grosso chegam a registrar perdas de até cinco sacas por hectare diante a infestação de mosca-branca nas lavouras de soja nesta safra 2016/2017. Além das perdas em produtividade, os sojicultores estão arcam com um aumento no custo de produção diante as aplicações realizadas contra a praga. Segundo a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), há relatos de até seis aplicações em municípios como Sapezal, Campo Novo dos Parecis, Querência e da região Norte.

As perdas em produtividade causadas pela mosca-branca, revela a coordenadora da Comissão de Defesa Agrícola da Aprosoja, Roseli Giachini, chegam a quatro, cinco sacas por hectare, de acordo com relatos repassados por produtores. Ela comenta, ainda, que em regiões com maior índice de infestação da praga o número de aplicações chega a cinco ou seis. “Isso acaba elevando, inclusive, o custo de produção do produtor”.

A maior presença de mosca-branca está em lavouras que foram semeadas a partir de novembro. Giachini comenta ao Agro Olhar que várias estratégias estão sendo pensadas pelos produtores visando o controle da praga.

A entomologista da Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso (Fundação MT), Lucia Vivan, explica que o clima mais chuvoso, bem como a concentração do plantio nessa safra, “fizeram com que grande parte da população (mosca branca) tenha ocorrido em áreas mais velhas, com isso, ocorrem menos perdas, no entanto, as áreas mais novas tendem a ter infestação maior e necessidade de mais aplicações para controle”.

“Nesses casos, as populações que podem não ter trazido perdas para a soja, devido ao período de maior infestação, podem ser para essas culturas, que necessitarão de aplicações sequenciais para controle de adultos, também com produtos específicos para quebrar o ciclo do inseto”, diz a especialista.

O período de entressafra da soja é considerado uma forma de controle, não apenas para a ferrugem asiática, mas também como outras pragas e doenças. Contudo, a entomologista da Fundação MT observa que no caso da mosca-branca por ela possuir um grande número de plantas hospedeiras seu controle acaba por ser prejudicado. “O mais importante é manter a população baixa na cultura da soja, que é onde ela inicia seu ciclo, pois, geralmente no início da germinação da soja não se têm problemas de mosca branca. O controle mau feito faz com que esse inseto aumente a população e depois migre para as outras culturas hospedeiras”.

Fonte: Agro Olhar