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Inflação de Sinop dispara pressionada pela saúde

GC Notícias | 19/10/2017 10:46

Preços ao consumidor ficaram 1,49% mais caros no mês de setembro

O sinopense sentiu o seu salário valer menos no mês de setembro. Depois de 8 meses de inflação relativamente baixa, inclusive com queda nos preços em junho, o custo de vida na 4ª maior cidade do Estado voltou a crescer no último mês.

É o que aponta o levantamento do CISE (Centro de Informações Socioeconômicas), realizado pelo departamento de Economia da Unemat em parceria com a CDL Sinop. O Cise faz o monitoramento dos preços ao consumidor medindo a variação de custos em comércios e prestadores de serviço do município. No mês de setembro, foi detectada uma alta de 1,49% nos preços de forma geral.

Segundo o economista Feliciano Azuaga, a inflação do mês passado teve forte colaboração do grupo que reúne as despesas de Saúde. O indicador teve alta de 1,03%. “Registramos um aumento nos preços de serviços de saúde, que compreendem desde consultas médicas, acompanhamento de nutricionista e outros”, revelou. A saúde foi o item que mais subiu em setembro.

O segundo item com maior alta foi Alimentação (+0,20%), seguido de Habitação (+0,16%), Transporte (+0,11%) e Despesas pessoais (+0,02%). Vestuário e comunicação se mantiveram estáveis, sem aumento. Os preços referentes as despesas de Educação e Artigos de Residência, caíram -0,02%. “Foi um mês atípico na economia de Sinop. Enquanto no cenário nacional quase não houve inflação (+0,16%, pelo IBGE), por aqui sentimos uma alta basicamente em função do aumento nos custos dos serviços de saúde. Essa alta pode ser interpretada de diferentes formas”, avalia o economista, sugerindo como um dos possíveis fatores para o aumento dos custos uma alta na demanda da saúde privada, provocada pelo sucateamento da saúde pública.

De forma geral, a inflação de Sinop está dentro do que os economistas classificam como “aceitável”. No acumulado do ano (soma das inflações em 2017), o indicador soma 3,75%. Já a inflação dos últimos 12 meses é de 4,31%, Isso significa que um trabalhador que ganhava R$ 1.000,00 em setembro do ano passado, hoje tem um poder de compra de R$ 956,90.

 

Cesta básica

O CISE também faz o monitoramento dos preços da Cesta Básica, tomando como parâmetro os 13 itens, nas respectivas quantidades, estipulados pelo DIEESE. A Cesta Básica, que no mês de agosto custou R$ 361,93 em setembro estava R$ 374,45 – um aumento de 3,46%. Ou seja, para comprar os mesmos itens este mês, o sinopense teve que gastar R$ 12,52 a mais.

O principal item pressionou o aumento foi a manteiga (+15,9%). Banana (+7,4%) e Leite (+6,8%), também colaboraram com a alta. Em contrapartida, Arroz (-6,9%) e Café (-4,8%) ficaram mais baratos em setembro. “Existe um ponto em específico que explica o aumento dos derivados de leite nesse último mês. O governo federal tem ventilado aplicar sanções quanto a importação de leite dos países do Mercosul, em especial Uruguai, que tem um preço menor que o nacional. Com isso, os grandes laticínios estão prevendo alta na matéria prima e, de antemão, antecipando um reajuste de preços. Isso pode explicar a alta do leite e da manteiga”, pontuou Azuaga.

A cesta básica, em seus itens e quantias pré-definidas, corresponde a quantidade de calorias necessárias para a alimentação de um homem, adulto, em atividade, pelo período de um mês, sendo um dos fatores que ajudam a balizar o preço do salário mínimo. 

Fonte: Jamerson Miléski