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Inflação de Sinop volta a subir ficando acima da média nacional

GC Notícias | 13/12/2017 15:58

Em novembro os preços ao consumidor aumentaram 0,91%

A inflação de Sinop em 2017 é maior do que a média nacional. É o que aponta o levantamento realizado pelo departamento de economia da Unemat, em parceria com a CDL Sinop, apresentado nesta quarta-feira (13). A queda nos preços registrada em outubro (-1,14%), não se manteve. Em novembro, o IPC-Sinop (Índice de Preços ao Consumidor), apontou uma alta de 0,91%.

Com isso a inflação local dos últimos 12 meses é de 4,34% - bem acima da média nacional para o período, de 2,80%. “No IPCA, divulgado pelo IBGE, que calcula o aumento dos preços em diversas capitais, a inflação de novembro foi de 0,28%, enquanto em Sinop a alta chegou perto do 1%. É um aumento expressivo se comparado com a média nacional, que pode ter correlação com o crescimento da demanda por consumo”, explica Lindomar Pegorini Daniel, economista da Unemat.

Em suma, os preços estão subindo porque o mercado de Sinop não teve quedas de consumo. Os indicadores de Atividade Econômica e Expectativa Empresarial, também medidos nessa pesquisa, corroboram essa tese. Essa avaliação, que consulta a opinião de 167 empresários, apontou um aumento de 9% nas vendas e uma projeção de aumento para os próximos meses de, também, 9%.

O que mais pressionou a inflação no mês de novembro foram as despesas com alimentação e bebidas. Esse item, que representa 23% da cesta de consumo do sinopense, representou uma alta de 0,69%. Habitação (+0,60%), Despesas Pessoais (+0,28%), Educação (+0,13%), Vestuário (+0,05%) e Comunicação (+0,02%), foram os demais grupos com alta nos preços no último mês. O impacto não foi maior no IPC Sinop porque alguns grupos tiveram deflação. Foi o caso dos Transportes (-0,24%), Artigos de Residência (-0,20%) e Saúde (-0,14%).

Novembro foi o segundo pico de inflação de 2017 para a economia de Sinop. O mês com maior alta foi setembro, quando o IPC registrou uma alta de 1,95%.

 

Cesta Básica

O departamento de economia da Unemat também monitora a variação dos preços da Cesta Básica – composta por 13 itens, em quantidades suficientes para alimentar um humano adulto por um mês, de acordo com a referência utilizada pelo Dieese. Essa cesta básica também subiu no mês de novembro, chegando a marca de R$ 365,12 – R$ 5,98 mais cara que no mês anterior. A alta de 1,44% no valor da cesta básica tem como principal responsável o tomate, que ficou 6,5% mais caro em novembro. Manteiga (+1,9%) e Açúcar (+0,8%), também colaboraram com a alta. 

Fonte: Jamerson Miléski