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Acadêmicos demonstram experimentos, descobertas e criações na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia

GC Notícias | 18/10/2016 15:11
Foto: Moisés Bandeira

A Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) está com dois stands na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, evento que acontece até quinta-feira (20) na Arena Pantanal, em Cuiabá. No stand de projetos os visitantes tem a oportunidade de conhecer uma amostra do trabalho de ciência e tecnologia desenvolvido pelos acadêmicos da Instituição.

No câmpus de Barra do Bugres acadêmicos do curso de Ciências da Computação iniciaram um projeto de estágio supervisionado e terminaram por automatizar a hidroponia. Nesse sistema, onde plantas são cultivadas em água, a demanda de tempo de mão-de-obra é muito alta. Com a hidroponia automatizada o trabalho de medir temperatura e Ph da água, assim como o controle de circulação da água e o de fotossíntese passam a ser realizados pela placa desenvolvida que regula todo o processo. Luan Silva, Ronitti Juner, Priscila Antunes e Diones Silva alunos do 1º, 4º e 8º semestre, orientados pelo professor Armando Filho agora partem para a próxima etapa do projeto. Eles já estão trabalhando em um aplicativo que fornecerá os relatórios da hidroponia automatizada.

Os acadêmicos Jonas Lima, Wellivelton de Moura, Renan Sampaio, Tiago Travaglia e Cleberton Reis, do 9º semestre do curso de Engenharia Elétrica, do câmpus de Sinop, por curiosidade e sede de conhecimento decidiram construir uma impressora 3D e a invenção já foi parar até na televisão. De acordo com os futuros engenheiros a impressora produz prototipagens 3D de próteses, de maquetes e até de ferramentas domésticas. Ela trabalha com filamento ABS, um tipo de plástico, que ao sofrer um processo de extrusão que nada mais é do que empurrar o filamento para um bico aquecido a 240ºC que por meio de camadas conclui o processo.

O grupo de pesquisa Reaproveitamento de resíduos, desenvolvimento de novos produtos e análise de alimentos, do curso de Engenharia de Alimentos também do câmpus de Barra do Bugres trouxeram dois projetos ao evento. Sob a orientação das professoras Raquel Loss e Sumaya Guedes, os acadêmicos Thaina Freitas, César Tonicioli e Débora Rocha analisaram o óleo de resíduos de Pacu extraídos por meio de ultrassom e de soxchlet de partes geralmente não aproveitadas do peixe como cabeça, espinha, rabo e pele. O óleo obtido e analisado pode ser utilizado como biodiesel e dependendo do tratamento até para o consumo humano.

O outro projeto trata-se da absorção de corantes têxteis com resíduos agroindustriais por meio de bagaços de plantas como a soja, a mandioca e o pseudo caule de bananeira. Esses materiais já são descartados por outras indústrias e sua utilização pelas indústrias têxteis, por exemplo, barateariam os custos do processo e devolveriam ao meio ambiente água menos contaminada. Fazem parte deste trabalho os acadêmicos do 8º semestre Thaynara Yanaguchi, Thaina Freitas e César Tonicioli, mais a acadêmica do 7º semestre Samara Harala, sob a orientação da professora Claudinéia Geraldi.

Do câmpus de Tangará da Serra, o professor Willan Krause trouxe as mudas micropropagadas de banana e de abacaxi produzidas nos laboratórios da Unemat, no programa de pós-graduação de Genética e Melhoramento de Plantas, por acadêmicos de mestrado, iniciação científica e de extensão. Através da biotecnologia essas mudas livres de doenças geram novas cultivares que geram maior rentabilidade ao produtor.

Além dos projetos os visitantes ainda puderam ver e interagir no experimento de controle de fraude por adição de amido ou de produto químico no leite ou adição de água na cachaça, que é uma das áreas de atuação da Engenharia de Alimentos.

Fonte: Hemilia Maia