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Educação

Orientações do projeto “Olhos que Falam” chegam a alunos da EMEB Leni Teresinha

Palestra conscientiza estudantes dos 3º e 4º anos sobre abuso e violência sexual

CREAS | 12 de Abril de 2019 as 10h 47min
Fonte: Suzana Machado - Assessoria da Prefeitura

Foto: Assessoria da Prefeitura

O abuso e a violência sexual contra crianças e adolescentes, geralmente, tem um rosto familiar. A maioria das ocorrências tem origem no primeiro ambiente no qual a vítima deveria se sentir protegida, seu lar. O agressor ainda pratica a violência mais de uma vez. O Ministério da Saúde aponta que os mais vulneráveis são crianças com idade entre 1 e 5 anos (51,2%). Entre os adolescentes, a violação atinge mais jovens entre 10 e 14 (67,8%).

A definição de uma política eficiente no enfrentamento desse tipo de violência passa pelo desenvolvimento de diversas estratégias e ações que incluem a participação de vários atores sociais, entre eles a comunidade escolar. E é por meio dessa aproximação com as instituições de ensino públicas municipais que o projeto “Olhos que Falam” procura alertar e conscientizar alunos dos 3º e 4º anos, por meio de palestras informativas e orientativas.

“A transgressão dos direitos da criança e do adolescente tem atingido uma parcela muito significativa desse público, que tem, infelizmente, convivido com esse tipo de violação diariamente, na maioria das vezes de forma velada. É uma violência que ocupa lugar no interior das famílias, e é necessário que as crianças aprendem a se defender, que tenham consciência que existem mecanismos, órgãos e pessoas que estão aqui para acolhê-las, protegê-las e garantir que seus direitos sejam preservados”, acrescenta a pedagoga do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), Lizandra Rostirolla.

A EMEB Leni Teresinha Benedetti recebeu o projeto na quinta-feira (11). De acordo com o diretor da escola, André Vicente, por ser um tema muito complexo, ações como as palestras auxiliam a comunidade escolar a orientar e detectar situações de violência as quais seus alunos podem estar expostos. “Esse tipo de palestra traz uma perspectiva nova para a criança e gera, de certa forma, uma autonomia ao aluno com relação ao tema e a sua própria defesa. Às vezes, existem determinados problemas que nós não conseguimos localizar, e quando se traz uma palestra que é pensada, voltada pra essa questão, ajuda não somente a escola, mas, principalmente, o estudante”, ressalta André.

O secretário de Assistência Social, Trabalho e Habitação, Ademir Bortoli, reforça que Sinop dispõe de uma rede de proteção aos direitos da criança e do adolescente, e que o projeto é uma das iniciativas de prevenção a esse tipo de violência. “Toda criança deve estar protegida de ações que possam prejudicar seu desenvolvimento, seja ele físico, psicológico ou emocional. Nós contamos com uma rede ampla de proteção aos direitos desse público, que inclui Conselho Tutelar, CREAS, parceiros como Ministério Público, entre tantos outros, que juntos somam nessa corrente de prevenção e enfrentamento, não somente ao abuso e exploração sexual, mas a todo tipo de violência que possa atingir essa alçada da infância e da juventude”, complementa Bortoli.

 

Concurso

Depois de serem conscientizados, os pequenos retratam por meio do Concurso de Desenhos -  que integra o projeto -  o que compreendem ou o que, para eles, representa esse tipo de violação de seus direitos.

Os desenhos confeccionados pelos alunos serão expostos no dia 17 de maio, durante ação no Clube do Idoso Dom Henrique. Será realizada premiação para os três primeiros colocados.

O desenho vencedor será utilizado como símbolo da Campanha do próximo ano, a exemplo do que foi feito na edição de 2018.

Todas as ações do projeto são alusivas à data de 18 de maio, Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.

A data foi escolhida porque em 18 de maio de 1973, na cidade de Vitória (ES), um crime bárbaro, que chocou o país, ficou conhecido como o “Caso Araceli”. Esse era o nome de uma menina de apenas oito anos de idade, que teve todos os seus direitos humanos violados, foi raptada, estuprada e morta por jovens de classe média alta daquela cidade. O crime, apesar de sua natureza hedionda, até hoje está impune.

 

Cronograma palestras

O ciclo de palestras teve início na EMEB Uilibaldo Vieira Gobbo e já orientou alunos das escolas Maria Aparecido Amaro de Souza e Leni Teresinha Benedetti. A próxima a receber o projeto será a EMEB Silvana, na próxima quinta-feira (18/04). 

 

Parceiros

O projeto “Olhos que Falam” é realizado pela Secretaria Municipal de Assistência Social, Trabalho e Habitação, por meio do CREAS, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, Conselho Municipal da Criança e do Adolescente, Conselho Tutelar, órgãos do sistema de garantia de Direitos das Crianças e Adolescentes, sociedade civil e setor privado (Inpasa).

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