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Aplicação de calcário nas lavouras aumenta a produção de grãos, diz pesquisa feita por alunos da UFMT em Sinop

GC Notícias | 11/06/2018 10:33
(Foto: Divulgação)

Estudo em campo testou doses crescentes de calcário de 2014 até 2018

Uma pesquisa desenvolvida por estudantes de agronomia do campus da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) em Sinop aponta que a aplicação de calcário nas lavouras pode garantir maior produtividade de grãos.

O professor e pesquisador, Anderson Lange, que coordenou a pesquisa, afirma que a ampliação em duas vezes da dose tradicionalmente aplicada por hectare de soja e milho teve um rendimento médio de 10 sacas a mais por ano.

“A ideia surgiu em 2014 por curiosidade em relação à reação e uso do calcário no estado. Acreditamos que poderia ser potencializado, pois a produtividade das culturas estão estagnadas com uma média de 50 sacas por hectares”, contou.

Segundo o pesquisador, foi realizado um estudo em campo testando doses crescentes de calcário que foram avaliados de 2014 até 2018.

“Nos primeiros anos não teve muito efeito, pois o calcário reage pouco. Nos anos seguintes, as doses de calcário acompanharam a produtividade da soja, ou seja, quanto maior as doses, maior será a produtividade”, explicou.

Ele explica que os experimentos realizados são feitos em baldes, pois no campo é inviável.

“Neste ano, estamos com um novo projeto que será desenvolvido em várias regiões do estado, em Campo Novo do Parecis, Querência e Campo Verde. Vamos testar doses maiores do que já foi testado para ver a resposta das culturas”, disse.

Solo brasileiro

Os solos brasileiros são na maioria das vezes muito ácidos e precisam dessa correção com calcário para que as culturas se desenvolvam melhor.

Conforme Anderson, a aplicação convencional adotada por produtores no estado é de 2 a 2,5 toneladas de calcário por hectare cultivada, em superfície.

Mas a prescrição agronômica ideal, conforme aponta a pesquisa científica, pode chegar a 5 toneladas de calcário ou mais, buscando elevar a saturação por bases do solo em 70%.

E foi justamente essa a dose que o pesquisador aplicou junto com os alunos no experimento em uma área rural de Sinop.

 

Fonte: G1 MT