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Após operação, 12 aeronaves agrícolas são impedidas de operar em MT

GC Notícias | 29/11/2017 16:16
Duas empresas foram embargadas e mais de R$ 2 milhões em multas foram aplicadas
Duas empresas foram embargadas e mais de R$ 2 milhões em multas foram aplicadas

Ações foram realizadas de 20 a 24 de novembro.

Doze aeronaves agrícolas estão impedidas de voar e outras duas foram interditadas em Primavera do Leste, a 707 km de Sinop, após serem fiscalizadas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) durante a operação Deriva II, considerada a maior fiscalização conjunta de aviação agrícola já realizadas pelo Ministério Público. Além de Mato Grosso, a ação também foi realizada em Mato Grosso do Sul e Paraná.

A operação foi realizada de 20 a 24 de novembro, mas o balanço final foi divulgado apenas nesta quarta-feira (29) pelo MPE. Segundo o MP, apenas no estado a fiscalização apreendeu 5,9 mil litros e 1,1 mil quilos de agrotóxicos e fertilizantes, parte por estar fora do prazo de validade e parte por estar acondicionado de maneira incorreta.

O balanço aponta que a Anac vistoriou 19 aeronaves, das quais apenas cinco não apresentaram irregularidades, enquanto doze foram impedidas de voar e duas foram interditadas.

Durante a ação conjunta, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) lavrou sete autos de infração, aplicando um total de R$ 2,4 milhões em multas. Duas empresas agrícolas foram embargadas por falta de licença de operação e uma propriedade rural localizada na “Colônia Russa”, a 40 quilômetros de Primavera do Leste, foi autuada por promover o descarte irregular de embalagens vazias de agrotóxicos.

De acordo com o MP, o proprietário foi preso por armazenamento ilegal de agrotóxicos e de embalagens e o cenário na fazenda era "assustador": dezenas de galões, dos mais variados tipos de agrotóxicos e fertilizantes, estavam amontoados e espalhados a céu aberto em vários pontos da fazenda, próximo de residências, animais e onde há livre trânsito de pessoas, incluindo crianças.

Ainda segundo o MP, a lavagem de máquinas utilizadas para pulverização agrícola era feita sem nenhum tipo de cuidado, colocando em risco a saúde de quem utiliza os equipamentos e contaminando o meio ambiente, uma vez que a água era descartada no local onde era feita a lavagem.

Fonte: G1 MT