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Caminhões ficam parados em rodovia no PA

GC Notícias | 06/02/2018 08:42
Caminhões estão sendo puxados por máquinas na BR-163 para chegarem aos portos do Pará
(Foto: João Miranda/Arquivo pessoal)
Caminhões estão sendo puxados por máquinas na BR-163 para chegarem aos portos do Pará

Caminhoneiros passam até 125 horas retidos em rodovia, segundo o Dnit.

Transportadoras das regiões médio-norte e norte de Mato Grosso contabilizam um prejuízo diário de R$ 9 milhões após caminhoneiros que seguem para os portos do Pará passarem dias parados na BR-163. Pelo menos mil veículos carregados, em sua maioria, com soja, enfrentam dificuldades em um trecho não pavimentado da rodovia, na subida da serra do município de Moraes Almeida (PA).

Nesta segunda-feira (5), o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) informou, por meio de nota, que os caminhões estão sendo retidos em Novo Progresso por pelo menos 125 horas, a fim de evitar acúmulo de veículos em Moraes Almeida, onde o tempo de parada é estimado em 9 horas.

“A fila de caminhões em Novo Progresso está sendo liberada gradativamente. Mesmo com o clima seco, a pista continua escorregadia, o que dificulta a tração dos caminhões nos trechos em aclives”, diz trecho da nota.

Segundo Geison Tanchela, gerente de uma transportadora, o prejuízo no faturamento é resultado dos dias a mais de viagem, uma vez que, normalmente, o tempo médio para fazer o transporte dos grãos de Mato Grosso aos portos do Pará – Miritituba e Santarém – é de cinco dias.

“Hoje são mil caminhões parados a um custo de frete de R$ 220 por tonelada, fechando a conta de algo em torno R$ 9 milhões por dia a todas as transportadoras que transportam os grãos para esses dois portos”, disse.

 

Fonte: G1 MT