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Dez mulheres com medidas protetivas em MT são acompanhadas por policiais em projeto-piloto

GC Notícias | 14/05/2018 08:58
(Foto: Maria Gabriela/TV Diário)

Policiais militares acompanharão 10 mulheres durante 30 dias

Um projeto-piloto vai acompanhar um grupo de 10 mulheres vítimas de violência que tenham medidas protetivas decretadas. O projeto foi lançado em Barra do Garças, a 989 km de Sinop, nesta semana.

O programa Patrulha Rede de Frente – Mulher Protegida é realizado pelo 5º Comando Regional da Polícia Militar com o apoio da Polícia Civil.

De início, quatro policiais militares acompanharão 10 mulheres durante 30 dias.

A presidente da rede de frente e investigadora da Polícia Civil, Andreia Guirra, explica que, durante esse período, serão feitos alguns ajustes necessários para ampliação e continuidade do programa de proteção.

“Esse projeto vai acompanhar as vítimas com medidas protetivas deferidas pelo Poder Judiciário. Nós sabemos que as mulheres que saem da delegacia têm medo do que pode acontecer com a vida delas”, disse.

De acordo com a PM, o agressor vai receber uma única visita de policiais militares para explicar o que eles não podem fazer, conforme definido pelo Judiciário. Já as vítimas vão receber visitas frequentes para acompanhamento e confirmação, se de fato, os autores estão cumprindo a medida imposta.

Segundo a juíza da Segunda Vara Criminal de Barra do Garças, Augusta Prutchansky, as mulheres que sofriam agressões eram encaminhadas para a delegacia. Em seguida, ao Poder Judiciário para a deliberação, mas, de acordo com ela, ninguém fiscalizava se as medidas aplicadas contra o agressor eram cumpridas. Por isso, o projeto surgiu com o intuito de fazer essa fiscalização.

“A patrulha vai fazer o monitoramento das vítimas para impedir que novas agressões aconteçam”, afirmou.

O delegado regional da Polícia Civil de Barra do Garças, a 516 km de Cuiabá, Adilson Gonçalves, explicou que o projeto ajuda as mulheres a se sentirem mais seguras para realizarem as denúncias.

“Essas mulheres vão ter mais segurança para fazer as denúncias, o que ajuda muito”, disse.

Fonte: G1 MT