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Frigorífico será reaberto com investimentos de R$ 10 milhões

GC Notícias | 03/01/2018 18:59

Grupo Frigol, o 4º principal frigorífico do país, que arrendou a planta de Juruena

Mais uma planta frigorífica será reaberta em Mato Grosso. O governador em exercício Carlos Fávaro recebeu, nesta quarta-feira (3), o presidente, Luciano Pascom, e o diretor operacional do grupo Frigol, Orlando Negrão, quarto principal frigorífico do país, que acabou de arrendar a planta frigorifica do município de Juruena, da família Durli.

A planta empregará, de imediato, 450 trabalhadores da região e receberá investimentos, nesse primeiro momento, da ordem de R$ 10 milhões. O presidente do Frigol comentou que a expectativa é que a planta em Juruena comece a operar no dia 19 de fevereiro. Mato Grosso será o 4º estado que o grupo terá unidade. “Nós já tínhamos interesse em arrendar, estava em processo de conversação com a JBS no ano passado. A expectativa é que sejam abatidas 15 a 18 mil cabeças por mês quando a planta estiver em operação”, comentou Pascom. O grupo tem unidades em São Paulo (Lençóis Paulista), Pará (São Félix do Xingu e Água Azul do Norte), Goiás (Cachoeira Alta) e, agora, Mato Grosso (Juruena).

O governador em exercício lembrou a crise que o setor pecuarista vivenciou em 2017, começando com a Operação Carne Fraca, que tinha como finalidade combater a corrupção, porém, afetou a imagem do setor questionando a qualidade da carne brasileira. "Isso é inquestionável. Para se ter uma ideia, a Vigilância Sanitária do nosso país tem 102 anos de atuação", disse Fávaro. Segundo ele, para ajudar o setor a atravessar as crises, como medida emergencial, o Governo do Estado alterou, de forma momentânea, a alíquota da cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para a transferência de gado em pé de Mato Grosso para outros estados. A redução foi de 7% para 2,5%.

“Agora a planta frigorífica de Juruena, que estava paralisada há mais de cinco anos, deverá ser reaberta em fevereiro. A nossa vocação é produzir comida, carne e verticalizar. E o governo está disposto a isso”, observou Fávaro.

Serão gerados de forma imediata 450 empregos diretos, podendo em seis meses alcançar 600 postos de trabalhos, destaca o diretor operacional Orlando Negrão. “Já foram contratadas 50 pessoas que foram para o Pará para receber treinamento e mossa meta é que 90% dos trabalhadores da região ocupem as vagas”. Em 2017 a companhia faturou R$ 1,5 bilhão. Sua capacidade de exploração é de 80 mil animais por mês. Também é a segunda maior abatedora de Angus do Brasil.

 

Funcionamento

Para o funcionamento, a planta frigorífica precisa de licenças ambientais. O governador em exercício encaminhou os empresários para uma reunião com o secretário de Estado de Meio Ambiente, André Baby, para que os processos tenham agilidade. O secretário explica que o primeiro passo do empreendedor é retomar o licenciamento ambiental e a outorga do uso da água junto à Sema. “É importante destacar que a secretaria se empenhará para acompanhar o processo, oferecendo a celeridade devida que vai estar aliada à responsabilidade ambiental”.

Fonte: Redação