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Grupo Capital: da TV de índio à potência digital

GC Notícias | 06/07/2018 09:52

O grupo de comunicação que tem mais passado na história de Sinop se renova para o futuro

O ano é 1989. Sinop era apenas um sonho em fase embrionária para o colonizador Ênio Pipino e todos os demais migrantes que depositavam no norte de Mato Grosso a esperança de uma vida mais próspera. A emancipação da cidade já havia ocorrido há 10 anos, mas isso não significava muita coisa. Sinop era uma ilha há 500 km de Cuiabá, com aproximadamente 22 mil habitantes e energia elétrica à diesel.

Esse era o cenário quando 10 pessoas decidiram fundar a primeira emissora de televisão em Sinop, a TV Kayabi. O nome era uma menção ao grupo indígena nativo do norte de Mato Grosso. Em uma livre tradução para o português, Kayabi significa “o nosso pessoal”. Foi com “o nosso pessoal” que começa a história da televisão em Sinop.

A equipe da TV Kayabi contava com profissionais que hoje são considerados ícones da imprensa local. A primeira formação tinha o ex-vereador e atual secretário de Governo de Sinop, José Pedro Serafini, além de Angela Algayer, Elizangela Carneiro e Fatima Noronha. Depois dos primeiros anos, a equipe foi sendo reforçada com os profissionais antes concentrados pela Rádio Celeste – referência no jornalismo do Norte de Mato Grosso. Leonildo Severo assumiu como diretor de jornalismo. O ex-prefeito de Sinop, Juarez Costa, na época muito distante da política, era o apresentador do noticiário local. O time ainda tinha Salvador Pereira, Cleyton Laurindo, Ivan Barbosa, Adalberto Marques, Kiko Maravilha e outros. A Kayabi, no começo, retransmitia a Bandeirantes, depois a Manchete. “Era algo muito novo para Sinop e para os comunicadores, que estavam habituados a fazer rádio. Como haviam 10 sócios, a direção também era confusa. As duas filmadoras da TV eram, na verdade dos sócios, que levavam os equipamentos para casa no final de semana. Em um dia o noticiário tinha várias matérias, em outro, 17 minutos de entrevista corrida com o bispo pra preencher o espaço”, lembra José Pedro Serafini, primeiro diretor de jornalismo da TV. “Era uma rádio com imagem, um formato encaixotado, que tentava copiar o que a gente via nas outras emissoras dos grandes centros”, completa Leonildo Severo.

Leonildo Severo entrevistando o presidente João Figueiredo, em Sinop


O ex-bancário Zeno Schneider era um dos 10 sócios da TV Kayabi, escolhido para ser uma espécie de “gerente” da empresa. Um dia, no ano de 1991, Zeno chegou no trabalho e foi informado que não fazia mais parte da TV. Os outros sócios se reuniram e decidiram que Zeno estava “atrapalhando” o negócio.

Ele saiu e após 90 dias foi chamado de volta. A sociedade bagunçada, com 10 donos, foi desfeita. Agora, 4 sócios dividiam a TV Kayabi. Além de Zeno, Dércio Antonelli, Antonio Nardi e José Aparecido Paschoal comandavam a emissora. “Fizemos um investimento grande para compra de equipamentos e reestruturamos a TV. Lá por 1992, pegamos o padrão das equipes de jornalismo que existiam nas emissoras de Brasília. Eram 5 pessoas por equipe de reportagem. Para qualquer matéria de rua saia um motorista, um iluminador, o cinegrafista, o repórter e o produtor”, relembra Zeno.

O modelo era incompatível com a realidade do interior. Nessa época, a TV chegou a ter 27 funcionários para produzir 20 minutos de programação local por dia. Apesar das despesas, a Kayabi crescia e começava a disputar espaço com outra emissora de TV local.

Sede antiga da TV Capital


Até que um dia Zeno viu a história se repetir. Em um dia de 1993, depois de passar a tarde fazendo o serviço de banco, quando retornou foi informado que estava sendo afastado da TV Kayabi, outra vez. Só que o desfecho foi inédito.

Os funcionários se reuniram e decidiram contestar a decisão dos 3 patrões. Em uma postura de enfrentamento, a equipe exigiu que Zeno continuasse no comando da TV, do contrário haveria um pedido de demissão em massa. “Montamos uma comissão e fomos conversar pessoalmente com os três sócios. Como eles se negaram a reconduzir o Zeno à direção, saímos em bloco”, conta Cleyton Laurindo, que era repórter da TV Kayabi.

No dia seguinte, 20 funcionários da TV Kayabi pediram demissão em solidariedade ao sócio afastado. Eles ainda não faziam ideia, mas nesse momento estariam dando início ao Grupo Capital de Comunicação.

Para se manter na atividade, Zeno tratou de abrir uma agência de publicidade. Na verdade seria apenas um CNPJ que permitisse, legalmente, vender e produzir propagandas, impressos ou mesmo programas e matérias para televisão. Para isso chamou seus ex-funcionários, Salvador Pereira e Leonildo Severo para serem sócios. “Eu e o Salvador não erámos empresários. Nem saldo do Imposto de Renda nós tínhamos para ter um CNPJ. O Zeno nos fez um empréstimo para sermos seus sócios na empresa. Ele até deu um dólar para cada um, como em um gesto simbólico do começo da nossa vida como empresários”, lembra Severo.

Salvador, Severo e Schneider fundaram então a Sanchese, que remete as iniciais dos sobrenomes dos sócios. Parte da equipe da Kayabi foi contratada por essa nova empresa, que começou a fazer revistas, encartes publicitários e documentários. O negócio cresceu quando a Sanchese começou a fazer projetos para a abertura de televisões locais, as chamadas R-TV’s em Sorriso, Cláudia e Tangará da Serra. “Em 1994 tínhamos um dinheiro que nunca imaginamos ganhar”, comenta Severo.

Com caixa e vendo a abertura do mercado, os sócios sentiram que era hora de abrir a sua própria TV em Sinop. Começou a busca por um canal para abrigar esse projeto. No início da década de 80, o colonizador de Sinop, Ênio Pipino, solicitou ao presidente general João Figueiredo, durante sua visita ao município, a instalação de um canal de comunicação. No final da década de 80, entrou em operação a Radiobrás, operada pelo sistema nacional de comunicação. Nesse mesmo pacote estavam uma rádio e um canal de televisão, que acabaram sendo adquiridos pelo Grupo Osvaldo Sobrinho em 1989. A rádio virou Meridional FM, pioneira da comunicação e ativa até hoje. Já o canal 8, de televisão, nunca teve programação local, sendo apenas um retransmissor da extinta TV Manchete.

Clóvis Pissinati, na ilha de edição da TV Capital


Mirando o canal 8, os três sócios foram a Cuiabá falar com Osvaldo e Ezequiel Sobrinho. Por 50 mil URV’s (Unidade Real de Valor – moeda que figurou no momento de transição para o Real), a Sanchesi adquiriu o canal 8 do Grupo Sobrinho. A TV Capital havia enfim encontrado seu “lar” em VHF. Faltava achar o espaço físico.

No final de 94 e início de 95, os sócios alugaram duas salas comerciais na Avenida dos Tarumãs, exatamente onde hoje funciona o Laboratório Santa Mônica. Nos fundos do terreno começaram a erguer uma torre, para assim iniciar a transmissão. Estúdio montado, equipamentos comprados e equipe recontratada, a TV Capital estava pronta para entrar no ar. Mas ainda não foi dessa vez. Inexplicavelmente a torre da antena caiu dias antes da TV Capital começar a programação. O prejuízo financeiro e os danos forçaram a direção a adiar o início dos trabalhos. Foi preciso procurar um novo local para abrigar a estrutura.

Em um acordo com o próprio Ênio Pipino, Zeno adquiriu da Colonizadora Sinop 4 lotes no Jardim Jacarandás. Vendeu seu carro, instalou a antena no terreno e começou a construir o prédio da empresa. Foi nesse local que a TV Capital operou por 23 anos, até junho de 2018.

A programação da TV começa com a criação de uma linha editorial própria. Zeno, Salvador e Leonildo queriam uma experiência melhor do que a TV Kayabi havia proporcionado. A começar pelo nome: TV Capital. A escolha, conta Zeno, foi uma referência clara ao desejo que a população de Sinop nutria de ver a cidade aflorando, desenvolvendo até chegar ao ápice de uma capital. “Mato Grosso do Sul havia se separado, fundando um novo Estado e isso fazia as pessoas imaginarem que também seria possível acontecer isso no Norte, criando uma nova unidade federativa, trazendo progresso para a região. Foi a TV Capital que oficializou o discurso de que Sinop é a capital do nortão. Lideranças de Alta Floresta, cidade do norte mais desenvolvida na época, riam disso. Mas hoje é inegável o fato que a capital do Norte do Estado é Sinop”, comenta Zeno.

Para emplacar, a TV Capital puxou os principais profissionais da cidade. Leonildo dava o tom do jornalismo. Clayton Laurindo era o repórter de ponta, responsável pelas matérias especiais. O esporte contava com Laércio de Arruda e o hoje deputado, Baiano Filho, como repórter de campo. Esse time chegou a transmitir um jogo de Sinop ao vivo direto da capital Cuiabá.

Na política, o embate era com o prefeito Antônio Contini. Zeno conta que o então prefeito possuía o controle das duas outras emissoras de televisão da cidade, mas que ainda assim o jornalismo embativo da TV Capital o incomodava. “No final de 95, mais ou menos, o ex-prefeito chamou os sócios para uma reunião. Ele ofereceu um contrato de R$ 3 mil por mês com a TV Capital para deixar ele em paz. Olhei para o prefeito e disse: faz o seguinte Contini, pega esse dinheiro e constrói uma creche e deixa a TV Capital trabalhar. O gesto foi visto como uma afronta”, recorda Zeno.

Zeno e Fátima


“Então, a partir de agora, o jogo é jogado e o lambari é pescado”, teria dito o ex-prefeito. Zeno conta que as emissoras comandadas pelo ex-gestor iniciaram uma campanha desleal contra a TV Capital. Salvador já havia deixado a sociedade e Leonildo também – ambos da mesma forma que entraram. Zeno operava a TV sozinho quando viu todos seus anunciantes deixarem a Capital. “Eles ofereciam para nossos clientes publicidade nas duas TV’s pela metade do preço”, conta Zeno. A afronta custou todos os contratos da empresa. Em 1996, a TV Capital não tinha nenhum contrato na casa.

Parecia o fim. Com dívidas no banco, sem crédito e sem anunciantes, Zeno vendeu o telefone da sua casa para pagar uma ação trabalhista. Quase sem funcionários, qualquer retomada parecia impossível. Mas ela veio! E foi de bicicleta. Pedalando, uma jovem vendedora chamada Fátima Paschoal começou a visitar clientes e voltar para casa com contratos fechados. Dia após dia, um novo anunciante. Foi assim, pedalando no barro e no pó de Sinop que Fátima ajudou a tirar a TV Capital da lama. Hoje Fátima é esposa de Zeno, sócia da TV Capital e apresentadora do programa Seu Médico Seu Amigo.

Com um pouco mais de fôlego, a TV Capital ia se reestruturando, em ritmo lento. Até que um dia um vendedor, Wanderlei Godinho, comentou com Zeno que conhecia um cara bom para a TV, lá de Barra do Garças. Seu nome era Wilson Duarte e esse seria o homem que criaria o padrão da televisão de Sinop como conhecemos.

No melhor estilo do extinto Aqui Agora, Wilson chegou à TV Capital dispensando a bancada e a câmera estática no tripé. Andando pelo estúdio, conversando e provocando o telespectador, Wilson fazia um programa que hoje parece “normal” para o sinopense, mas que na época era muito inovador. Sua fórmula vive até hoje no principal noticiário da TV Capital, o Cidade Alerta, e influencia outras emissoras de televisão, que seguem um formato similar. Hoje, até o Willian Bonner se levanta da cadeira para dar notícias. Wilson fez isso na TV Capital em 1998, segurando um ovo de galinha na mão, com um bigode desenhado, ao qual chamava de “fraco”. O “ovo” era uma alegoria para se referir ao então prefeito de Sinop, Adenir Barbosa – um gestor que a TV Capital ajudou a eleger em 1996, fazendo sua campanha para prefeito. “Até hoje nós não recebemos o que foi combinado”, descontrai Zeno.

Com Wilson Duarte a TV Capital chegou no final da década de 90 com incríveis 87% de audiência. Emergiam dentro desse grupo os apresentadores Waldemar Junior e Gilson de Oliveira. Sempre engajado no meio político, Zeno começou a conjecturar um nome que se opusesse à Adenir Barbosa. Quem ganhou seu apoio foi um jovem suplente, chamado Nilson Aparecido Leitão – hoje deputado federal e líder da Bancada Ruralista.

Dilceu Dal'Bosco, antes de ser deputado, em homenagem feita ao vivo pela TV Capital


A campanha de Nilson Leitão prosperou e ele foi eleito prefeito. Em 2002, a TV Capital voltou a se engajar na política, oferecendo o nome de um empresário, nunca testado nas urnas, para disputar a eleição de deputado estadual. Dilceu Dal’Bosco acabou eleito com o apoio do Grupo.

Valdemar Junior, apresentando os primeiros anos do Cidade Alerta


Com a TV consolidada, era hora de transformá-la em um grupo. Em 2001, Zeno adquiriu o jornal Folha da Amazônia. No dia 14 de setembro de 2001, aniversário de Sinop, saiu a primeira edição do Jornal Capital – o primeiro jornal impresso da cidade com sistema de assinaturas. O periódico que começou com uma edição por semana, em um ano atingiu 3 publicações semanais. Paralelo a isso, Antonio Gois entrava para a sociedade colocando em funcionamento uma produtora e conectando emissoras de TV e Rádio da região. Em 2004, o grupo ganha um novo produto: a Revista Capital – um impresso de alta qualidade, com reportagens locais, que se apresentava como um portfolio não oficial da cidade de Sinop.

Equipe do Jornal Capital


Nessa época o grupo cresceu muito. O Capital Negócios, que era um programa de venda de veículos aos domingos, era um verdadeiro evento. As campanhas de doação de alimentos que a TV promovia arrecadavam toneladas. O programa Seu Bairro é um Show, mobilizava milhares de pessoas, com shows, atrações culturais e serviços. Havia cobertura de esportes, o Nortão Agrícola, os eventos promovidos pela TV, enfim, o Grupo Capital estava no auge. Em frente às câmeras, no estúdio do canal 8 Record, quem brilhava era Gilson de Oliveira, apresentador do Cidade Alerta.

Antônio Gois e Zeno Schneider, parceria de longa data


Com o seu bordão “Valeu, mas valeu mesmo Sinop”, Gilson parecia agradecer antecipadamente o que estava por vir. Em 2004, ele se candidatou a vereador. Afastado da televisão, fez a sua campanha que resultou em 4.612 votos – a maior votação já feita por um vereador de Sinop. Gilson prosperou como político e como apresentador, se afastou da TV Capital em 2005, retornou anos depois como sócio do Grupo e hoje é vice-prefeito de Sinop.

Gilson de Oliveira, em uma das ações comunitárias da TV Capital


Em 2005 o Grupo sentiu o baque da saída do apresentador e também da crise econômica que se abateu sobre a cidade após uma sequencia de operações ambientais. O Jornal Capital recuou para uma edição por semana e a Revista Capital encerrou as atividades. Mais uma vez a empresa se reergueu, atravessando o momento difícil para recuperar o seu prestígio. Wilson Duarte até fez uma breve passagem pela TV, mas com um impacto bem menor do que a primeira vez.

Equipe do Grupo Capital no ano de 2005


Em 2006, Juarez Costa se elegeu deputado estadual. Ele falou com Zeno e pediu espaço na TV Capital para mostrar suas ações. Juarez era adversário político do prefeito Nilson Leitão e, ao abrir o espaço, a TV Capital perdeu qualquer apoio que viesse da prefeitura ou do grupo político que estava no poder. Refazendo parcerias, a emissora começou a investir no nome de Juarez, que chegou como favorito para a eleição de prefeito em 2008.

Tony Lennon, prestes a destruir o antigo cenário do Cidade Alerta


Faltando menos de 3 meses para a eleição de 2008, o empresário Irineu Martins, dono do supermercado Machado e um dos principais anunciantes da TV Capital, foi anunciado como o candidato à prefeito pelo grupo do Nilson Leitão. “Tive um baque. Nós queríamos apoiá-lo mas Irineu demorou demais para decidir ser o candidato. Eu já havia dado o apoio ao Juarez”, recorda Zeno.

Juarez acabou sendo eleito e a TV Capital ficou dois anos sem ter um contrato do Machado. Com o novo gestor e em uma nova fase econômica da cidade, Sinop prosperou. Em 2011, Zeno decide vender o Grupo Capital. Ele passou anos recebendo propostas sem reagir. O empresário tem um único filho, que não vive em Sinop e seguiu uma profissão sólida, bem distante da comunicação. Sabendo que “não vai ficar para semente” e que seu herdeiro não pretende dar continuidade ao negócio, Zeno aceitou vender.

Dia de Fazer a Diferença, organizado pelo Grupo Capital


A nova direção assume o Grupo Capital em janeiro de 2012. Retornam para casa o apresentador Gilson de Oliveira (agora como sócio), o jornalista José Carlos Araújo e o administrador e ex-sócio, Antônio Gois. Teodoro Lopes, ex-gerente do Detran de MT, foi o diretor dessa nova fase. Teodoro acabou sendo chamado para conduzir a secretaria de Finanças do município, no segundo mandato da gestão Juarez, afastando-se da direção, que passou a ser conduzida por Antônio Gois.

Em dezembro de 2014, Gois decide encerrar, em definitivo o Jornal Capital. O impresso mais tradicional de Sinop, que naquele ano recebeu 5 prêmios, chegava ao fim. A decisão corajosa, criticada por muitos, deu fôlego financeiro e de estrutura para o Grupo iniciar um novo projeto. Com a equipe de redação do Jornal Capital, Gois fundou o GC Notícias, o site de notícias do Grupo Capital que com 3 anos e meio acumula mais de 9 milhões de acessos.

Gilson de Oliveira, na frente e por trás das câmeras


No final de 2015, Teodoro pede afastamento da secretaria de Finanças e passa a se dedicar exclusivamente ao Grupo. Ele segue na gestão da TV Capital até março de 2018, quando assume a nova e atual direção da empresa.

Desde então, Antônio Gois e Gilson de Oliveira conduzem o Grupo Capital com a missão de coloca-lo na era digital.

 

De volta à glória

Nessa sexta-feira, 6 de julho, o Grupo Capital de Comunicação marca o início de uma nova fase da sua história. O dia de festa celebra a inauguração da nova sede da empresa, na Avenida dos Flamboyants, esquina com a Rua das Primaveras. Esse espaço amplo e moderno acolhe a tecnologia que a TV Capital utilizará a partir de agora. Com um investimento de aproximadamente R$ 2 milhões, a Record TV, canal 8 começa a transmitir em HD, com sinal digital. O novo transmissor gera imagens em alta definição que podem ser captados por televisores, tablets e celulares em um raio de 50 km. “O Grupo Capital retardou um pouco a implantação do sinal digital. Queríamos que a nova tecnologia de transmissão viesse associada a inauguração de um novo momento do grupo, com o investimento de uma nova sede, um novo estúdio, capaz de abrigar com excelência nossos clientes e nossa equipe”, comenta Gois.

Montagem da antena na nova sede


Os equipamentos que geram o sinal digital da TV Capital fazem parte de uma tecnologia consolidada, que já foi testada na prática e, portanto, é mais estável. Com esse investimento, avalia a nova direção, a TV ganha em competitividade e alcance para comunicar com qualidade.

O upgrade não fica estrito à imagem. Segundo Gois, a TV Capital vai reestruturar a sua grade de programação, injetando novos produtos e melhorando os programas preferidos da população. Em 2019, a direção quer voltar a promover o “Seu Bairro é um Show”. Apoiar eventos esportivos, dar espaço para a classe cultural de Sinop e para as novas tendências da cidade também faz parte do planejamento. “A TV Capital quer cumprir o seu papel de formar, informar e ouvir a comunidade. Historicamente foi assim e esse ponto não queremos mudar”, afirma Gois.

A primeira novidade começa na segunda-feira (9). Junqueira Junior estará a frente do Balanço Geral, uma nova opção do jornalismo televisivo local. O programa abre as manhãs, entre às 6h e 7h. “Com o Balanço Geral a TV Capital começa o dia informando a população. Será um noticiário para a população acompanhar antes de sair de casa”, comenta Junqueira.

Antônio Gois, novo líder a frente do Grupo Capital


Ainda em julho o Grupo Capital irá lançar o primeiro programa de entrevistas on-line. Produzido pelo jornalismo do site GC Notícias, o programa será transmitido ao vivo, pela fanpage no Facebook, que conta com mais de 33 mil seguidores. Uma vez por semana, o jornalista Jamerson Miléski receberá convidados para discutir os mais diferentes assuntos, ao vivo, na plataforma on-line.

Conectados: Tony Lenon apresenta no Cidade Alerta as notícias do GC Notícias


Outro projeto do GC Notícias para 2018, começo de 2019, é a criação de uma “Fact-cheking”, uma agência voltada a checagem de notícias. Segundo Gois, o objetivo é confirmar ou desmentir informações publicadas por veículos de comunicação de Sinop e da Capital do Estado. “Existe muita informação enviesada na nossa imprensa, seja por má fé do veículo de comunicação, por exagero das assessorias de imprensa ou mesmo por falta de apuração. Muitas delas tem se disseminado nas redes sociais na velocidade de uma fofoca. O que queremos fazer é um site com equipe e parceiros que farão a averiguação de algumas notícias que estão se propagando para saber se são verdadeiras ou não”, explica Gois.

Nos próximos meses a TV Capital anunciará outros produtos que integrarão sua programação. O sinal digital é só o começo de uma nova fase que promete ser longa e próspera.

Fonte: Jamerson Miléski