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Justiça de MT abre investigação sigilosa sobre esquema de grampos

GC Notícias | 16/05/2017 13:57
Tribunal de Justiça de Mato Grosso
(Foto: Lucas Ninno/Gcom)
Tribunal de Justiça de Mato Grosso

PGR investiga se governador de Mato Grosso sabia do esquema.

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso abriu uma investigação sigilosa sobre o esquema de grampos feitos a pedido da Polícia Militar e com autorização judicial tendo como alvos políticos, jornalistas, advogados e médicos, entre outros. O desembargador aposentado José Ferreira Leite está na lista dos que tiveram os telefones interceptados. A determinação para a investigação interna no TJMT partiu do presidente da instituição, desembargador Rui Ramos.

Os grampos de aproximadamente 80 números de telefone teriam sido feitos entre outubro de 2014 e agosto de 2015. A Procuradoria-Geral da República investiga se o governador Pedro Taques (PSDB) tinha conhecimento do crime e também de quem partiu as ordens para as interceptações. A PGR entrou no caso após denúncia do promotor de Justiça Mauro Zaque, que foi secretário de Segurança de Mato Grosso em 2015.

Duas das vítimas do esquema são a deputada Janaína Riva (PMDB), que faz oposição ao atual governo, e o advogado José do Patrocínio, que trabalhou com a coligação que perdeu as eleições para governador do estado em 2014.

Os telefones de jornalistas, advogados, políticos e médicos, entre outros, foram incluídos numa investigação conduzida pelo Núcleo de Inteligência da PM sobre policiais militares que estariam envolvidos com tráfico de drogas.

Os pedidos para inclusão dos números foram feitos à Justiça pelo cabo Gerson Luiz Ferreira Correa Junior, de 32 anos, que seria parte da Inteligência da PM. Atualmente ele está lotado na Casa Militar de Mato Grosso, após ser transferido do Gaeco (Grupo de Atuação e Combate ao Crime Organizado), do Ministério Público do Estado, em junho de 2016.

Na sexta-feira (12), Pedro Taques (PSDB) confirmou que Zaque lhe procurou, quando comandava a Segurança, para dizer que tinha recebido denúncia anônima a respeito da existência de grampos ilegais. O governador disse que enviou um ofício e a denúncia ao Gaeco, mas a investigação foi arquivada em setembro de 2015 por falta de provas. Na época, o cabo Gerson ainda estaria cedido ao Gaeco.

 

Fonte: G1 MT