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Manifestação pede que usina cumpra os acordos com atingidos

GC Notícias | 03/08/2018 14:56

População atingida pela construção de barragem busca diálogo com empresa

Nesta manhã de sexta-feira (3), aproximadamente 100 pessoas realizam uma marcha para apresentar uma pauta de 10 reinvindicações de condicionantes não cumpridas/inconclusas ou reparação de danos causados pela empresa por conta da construção da usina hidrelétrica de Sinop.

A comunidade da Gleba Mercedes 5, principal afetada pela construção, tem urgência para suas questões, pois a previsão de enchimento do lado é para o mês de setembro. Na lista que será apresentada para a empresa estão pontos como: refazer tubulação, poços artesianos e caixa d’agua na agrovila, reorganizar a malha viária na área que prejudicou 87 famílias e o pedido da documentação da reserva legal que foi compensada pela Sinop Energia ao INCRA. “Nós estamos buscando esse diálogo por conta da previsão do enchimento do lago da usina. Há muitas condicionantes não cumpridas e, principalmente, a divergência do preço da terra pago pela Sinop Energia”, disse Silvio Roberto, do MAB (Movimento de Atingidos por Barragens).

Por nota, a Sinop Energia, Concessionária da Usina Hidrelétrica Sinop, informou que todos os processos relacionados à implantação do Empreendimento, bem como as interferências necessárias para tal, foram amplamente debatidos com todos os interferidos, inclusive definidos de acordo com a vontade da maioria das famílias. “A Sinop Energia constantemente realiza reuniões e recebe os interferidos para solucionar quaisquer impacto que possa ocorrer, todavia, essas discussões são realizadas diretamente com os interessados, no caso as famílias diretamente interferidas pelas obras, e não com movimentos que não tem relação direta com as interferências do empreendimento e não os representa”, disparou a nota da assessoria.

A Sinop Energia revelou ainda que há cerca de 15 dias, a diretoria da Concessionária recebeu representantes dos interferidos, acompanhados de representantes do próprio Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), para ouvir as reivindicações e chegar às soluções cabíveis a cada caso, em uma reunião previamente agendada. “No caso da reunião de hoje, a Sinop Energia não recebeu solicitação para agendamento da parte de interferidos e não irá receber o movimento em reunião, pois entende que qualquer assunto relacionado às famílias atingidas deve ser tratados diretamente com elas, durante encontros construtivos em que será possível, de fato, dialogar e solucionar as questões reivindicadas”, encerra a nota.

A UHE Sinop iniciou seu processo de construção há 5 anos. A previsão é de que comece gerar energia em janeiro de 2019.

Fonte: Geovanna Klaus