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Mato Grosso tem etanol mais barato do país, aponta ANP

GC Notícias | 06/06/2018 10:02
(Foto: Lislaine dos Anjos/G1)

A pesquisa foi feita em nove postos entre os dias 27 de maio e 2 de junho

Em relação ao período de vistoria da ANP, preço do diesel S10 não sofreu alteração; já o preço do diesel subiu 0,11 centavos no mesmo período (Foto: Lislaine dos Anjos/G1)

diesel subiu 0,11 centavos no mesmo período (Foto: Lislaine dos Anjos/G1)

Mato Grosso tem o etanol mais barato do país, segundo levantamento feito pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP).

O levantamento, feito antes da greve dos caminhoneiros, apontou que o preço do etanol vendido ao consumidor era de R$ 2,69. Já o preço médio comercializado pela distribuidora era de R$ 2,20.

A pesquisa foi feita em nove postos entre os dias 27 de maio e 2 de junho. No levantamento, o etanol mais caro era vendido a R$ 4,01.

Durante a paralisação dos caminhoneiros o litro do etanol chegou a ser comercializado em R$ 4. Antes da greve, era possível encontrar gasolina sendo vendida a R$ 3,89 em Cuiabá e R$ 2,27 no etanol.

Ainda na capital mato-grossense, o preço do diesel não reduziu nas bombas dos postos de combustível, quando comparado com os valores registrados pela ANP durante vistoria realizada no dia 17 de maio, antes da realização da greve dos caminhoneiros em todo o país.

A pesquisa semanal de preços dos combustíveis da agência revelou que durante a paralisação, a margem de lucro dos postos aumentou de forma significativa: só a gasolina subiu 7,7%.

De acordo com o Sindicato das Indústrias Sulcroalcooleiras de Mato Grosso (Sindalcool), Mato Grosso ainda tem o menor preço médio do etanol do país, mesmo após a greve.

“Nós vendemos pelo mesmo preço, tanto antes quanto depois da manifestação dos caminhoneiros. Entendo que todos estão em um modo de espera por conta da medida provisória do frete, que praticamente dobrou o valor do frete”, disse o presidente do Sindalcool, Jorge Santos.

Na semana passada, a greve dos caminhoneiros afetou as atividades das usinas de etanol e açúcar em Mato Grosso devido à falta de óleo diesel que é utilizado na colheita e no transporte da cana-de-açúcar.

“O impacto dessa medida, de alguma maneira, afeta. Se aumentar o frete aumenta o custo final”, comentou Santos.

 

Fonte: G1 MT