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Perícia mostra que hidrômetros novos estavam medindo menos do que deveriam

GC Notícias | 11/10/2017 18:04

Equipamentos registraram um consumo 25% menor do que o normal

Os resultados da calibração técnica dos hidrômetros utilizados pela Águas de Sinop não são nada animadores para os consumidores de Sinop. O laudo apresentado pelo IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), relatou falhas nas medições em boa parte dos equipamentos encaminhados para avaliação. Os hidrômetros estavam medindo menos água do que deveriam.

A perícia foi realizada em 80 equipamentos, a pedido da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), instaurada pela Câmara de vereadores de Sinop para apurar o aumento nas contas de água no município. O estudo técnico foi contratado e pago pela Águas de Sinop. O resultado integrará o relatório final da CPI.

O IPT analisou dois modelos de hidrômetros utilizados pela Águas de Sinop. Os equipamentos foram recolhidos nas residências onde houveram diferenças gritantes no consumo entre um mês e outro. Cada dispositivo foi lacrado e encaminhado para o centro de pesquisa do Instituto, que fica em São Paulo.

Conforme o relatório, 38% dos hidrômetros do tipo Itron 2015 Y, calibrados nos testes, não estavam de acordo com a Portaria 246 do Inmetro. O IPT afirma que essa não conformidade projeta uma “submedição” no parque de medidores. Ou seja, mede menos água do que de fato está sendo entregue pela concessionária. O instituto reforça em seu laudo que essa irregularidade gera prejuízos para a Águas de Sinop e que os erros de medição são em favor do consumidor. Os hidrômetros do tipo Itron Y 2015/2016 compõem 80% dos equipamentos de medição de consumo de água em Sinop.

O resultado foi ainda mais problemático com os hidrômetros do tipo LAO 2012 Y. Esse tipo de equipamento responde por 14% dos hidrômetros instalados em Sinop. Conforme o laudo do IPT, todos os equipamentos desse tipo que foram testados estavam medindo para menos. Existem aproximadamente 6 mil hidrômetros desse tipo instalados em Sinop.

O instituto afirma que as diferenças para menos nesse modelo de hidrômetro são em média de 25%. Ou seja, se estivessem calibrados corretamente, o consumo seria de 4 a 6 metros cúbicos de água para mais.

Na prática, o relatório do IPT mostra que, se existe uma cobrança abusiva sendo praticada pela Águas de Sinop, que lesa o consumidor, o problema não está no instrumento que faz a medição do consumo nas residências. Pelo contrário. A queixa teria sido maior se os hidrômetros estivessem funcionando corretamente.

O IPT é um instituto vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de São Paulo. Com mkais de 100 anos de existência, o IPT figura como um dos maiores institutos de pesquisas do Brasil, com laboratórios e pesquisadores atuando basicamente em quatro grandes áreas: inovação, pesquisa & desenvolvimento; serviços tecnológicos; desenvolvimento & apoio metrológico, e informação & educação em tecnologia.

Fonte: Jamerson Miléski