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Promotora punida com suspensão diz que não cometeu nenhuma falta funcional

Audrey Ility afirma que houve um lamentável equivoco da administração do Ministério Público

Direito de resposta | 21 de Fevereiro de 2018 as 17h 51min
Fonte: Jamerson Miléski

Na última sexta-feira (16), o GC Notícias publicou uma notícia sobre a suspensão aplicada a promotora do Ministério Público lotada em Sinop, Audrey Ility. A Procuradoria Geral de Justiça, em processo administrativo, determinou a suspensão da promotora por 30 dias, convertidos em redução de 50% no salário por dia trabalhado, como punição por infrações disciplinares.

Nessa quarta-feira (21), o advogado José Fábio Marques, que representa Audrey, encaminhou à redação do GC Notícias, uma nota, solicitando o direito de resposta e contrapondo algumas situações.

O texto frisa que a transferência da promotora para a promotoria cível de Cuiabá ocorreu em razão de um concurso de graduação por antiguidade, pleiteado pela promotora. “A Dra. Audrey disputou com outros Promotores de Justiça do Estado a vaga aberta junto a 38ª Promotoria Cível de Cuiabá, prevista no Edital de Remoção nº 292/2017, pelo critério de antiguidade, tendo sido escolhida por ser a mais antiga na carreira dentre os promotores de justiça que concorreram a vaga. Desse modo, atualmente é titular da 38ª Promotoria Cível de Cuiabá. E ainda, por sua experiência e trabalho desenvolvido junto a Promotoria do Patrimônio Público de Sinop, o Procurador-Geral de Justiça entendeu por bem designá-la para também atuar, de forma cumulativa, na 9ª e 36ª Promotoria de Justiça Cível da Capital, com atribuições na defesa do Patrimônio Público de Cuiabá. Daí a razão de sua transferência para a Capital”, relata o advogado na nota.

O GC Notícias não fez correlação entre o processo administrativo e a transferência da promotora. Para ver a notícia na íntegra basta clicar aqui.

A nota encaminhada pelo representante da promotora segue com uma breve explicação sobre a punição aplicada em razão das infrações disciplinares. “Com relação ao processo disciplinar, a Promotora de Justiça não cometeu nenhuma falta funcional. Houve lamentável equívoco por parte da Administração Superior do Ministério ao analisar os esclarecimentos por ela prestados. Tal equívoco, seguramente, será corrigido ainda de forma administrativa, ou judicial, a fim de preservar a conduta excepcional e irrepreensível que sempre manteve ao longo de sua carreira”, pontua o texto enviado pelo advogado de Audrey.

Não há informações sobre especificamente quais foram as infrações disciplinares cometidas pela promotora, uma vez que o processo administrativo não foi publicado no portal da transparência do Ministério Público. O assunto também não foi abordado na nota.

 

Segue a nota com o direito de resposta na integra:

Conforme contato telefônico encaminho, doravante, declarações por parte da Dra. Audrey Thomaz Ility, Promotora de Justiça, em face da matéria veiculada no site “gcnoticias.com.br” do dia 16/02/2018.

“A Dra. Audrey disputou com outros Promotores de Justiça do Estado a vaga aberta junto a 38ª. Promotoria Cível de Cuiabá, prevista no Edital de Remoção nº 292/2017, pelo critério de antiguidade, tendo sido escolhida por ser a mais antiga na carreira dentre os promotores de justiça que concorreram a vaga. Desse modo, atualmente é titular da 38ª. Promotoria Cível de Cuiabá. E ainda, por sua experiência e trabalho desenvolvido junto a Promotoria do Patrimônio Público de Sinop, o Procurador-Geral de Justiça entendeu por bem designá-la para também atuar, de forma cumulativa, na 9ª. e 36ª. Promotoria de Justiça Cível da Capital, com atribuições na defesa do Patrimônio Público de Cuiabá. Daí a razão de sua transferência para a Capital.

Com relação ao processo disciplinar, a Promotora de Justiça não cometeu nenhuma falta funcional. Houve lamentável equívoco por parte da Administração Superior do Ministério ao analisar os esclarecimentos por ela prestados. Tal equívoco, seguramente, será corrigido ainda de forma administrativa, ou judicial, a fim de preservar a conduta excepcional e irrepreensível que sempre manteve ao longo de sua carreira.”

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