Boa tarde, Segunda Feira 15 de Julho de 2019

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Usina volta a pedir aporte financeiro para acionistas

Planejamento financeiro prevê o início da geração de energia em 1º de dezembro

UHE Sinop | 16 de Maio de 2019 as 11h 47min
Fonte: Jamerson Miléski

Foto: Assessoria

A Usina Hidrelétrica de Sinop volta a convocar seus acionistas para fazer uma injeção de capital até que as turbinas comecem a gerar energia. A Companhia Energética Sinop – detentora da concessão da UHE Sinop – vai realizar no dia 30 de maio uma Assembleia Geral com seus debenturistas. O objetivo é discutir a prorrogação do início da operação da Usina. Em janeiro desse ano, a Companhia “previu” que a geração de energia começaria até o dia 31 de maio. Nessa audiência, que ocorre um dia antes do fim do prazo previsto, a direção da UHE Sinop vai apresentar a nova data para operação. A usina trabalha com a data “hipotética” de 1º de dezembro de 2019.

Segundo o diretor Administrativo Financeiro e de Relação com Investidores da Sinop Energia, Mauro de Almeida Santos, a data não é definitiva. “Trata-se de uma forma contingencial de ter capital em caso de atraso”, explicou.

Todo o planejamento inicial era para que as turbinas da UHE Sinop começassem a gerar energia elétrica a partir do dia 1º de janeiro de 2019. A usina ficou pronta, mas o processo de enchimento do reservatório só foi autorizado no final de janeiro. A formação do lago foi concluída em 13 de abril. Agora, para começar a gerar energia basta a licença de operação – que precisa ser emitida pela Sema.

Em nota, a Sema disse ao GC Notícias que: “aguarda a finalização do procedimento de enchimento do reservatório para iniciar a análise do pedido de Licença de Operação”. Segundo o órgão “há critérios que devem ser cumpridos antes de dar prosseguimento à próxima etapa”. Além disso, a Companhia Energética de Sinop (CES) deve realizar os testes que são determinados e agendados pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) – o que justificaria a previsão da Companhia de entrar em operação em 6 meses.

A última vez que a CES chamou seus acionistas para aportar recursos em função do atraso no início das operações foi em janeiro desse ano. Naquela assembleia foram emitidos R$ 181 milhões em debentures simples, não conversíveis em ações. Basicamente uma “vaquinha” entre os acionistas da Companhia para manter suas atividades até o dia 31 de maio.

Os acionistas aportaram R$ 63 milhões no dia 19 de janeiro, terão que entregar mais R$ 65 milhões no dia 19 de fevereiro, R$ 20 milhões em março, R$ 20 milhões em abril e R$ 13 milhões em maio.

Em uma conta simples, cada dia de atraso no início da geração de energia custou – até maio - R$ 1,2 milhão. Se a média for mantida nessa nova chamada de capital, o valor deve ultrapassar a casa dos R$ 200 milhões.

O pedido para Licença de Operação foi protocolado pela UHE Sinop em 18 de janeiro de 2018.

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