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A casa mais segura do Estado

| 30 de Janeiro de 2019 as 17h 56min

Praticamente toda mídia cuiabana noticiou o contrato firmado pelo governador Mauro Mendes (DEM), para alugar uma casa, no Alphaville – um condomínio de luxo na capital. A locação custará aos cofres públicos R$ 109,2 mil por ano. Mas como Mendes deve continuar no posto de governador pelos próximos anos, o custo final passará dos R$ 440 mil.

O imóvel residencial abrigará a segurança pessoal do governador. Desde o governo Blairo Maggi essa é uma prática comum no Estado. Governador e vice possuem uma escolta pessoal, responsáveis por manter a segurança dos líderes no local de trabalho, em suas residências e também no trajeto entre ambos. Cabe ao Gabinete Militar fazer esse serviço, conforme o artigo 10 da lei complementar 612, promulgada na última segunda-feira (28). O serviço pessoal de proteção também se estende aos parentes de primeiro grau.

A maior parte da imprensa da capital tratou o assunto como uma discrepância entre o que a gestão Mendes fala e o que faz. Ao decretar situação de calamidade financeira, o atual governador oficializou que irá arroxar gastos. Some a isso a não concessão dos reajustes salariais e os vencimentos dos servidores, que estão atrasados. Alugar uma casa em um condomínio de luxo não é exatamente sinônimo de economia.

O fato é que o atual governador do Estado é um milionário. A escolta pessoal de Mendes terá que se hospedar próximo a sua residência, até por uma questão de logística. E essa é a verdadeira discrepância. Os mato-grossenses que moram em um condomínio de luxo tem, naturalmente, uma segurança muito superior ao cidadão comum. Muros, câmeras de monitoramento, vigias e guaritas presentes nesse tipo de empreendimento imobiliário mantiveram Mendes e sua família segura até agora. Mas porque não incluir nessa lista uma dúzia dos melhores Policiais Militares do Estado?

Está na lei, assim como a obrigação do Estado de garantir a segurança pública de todos. Não sendo possível, primeiro a do governador, do vice, das suas famílias e depois do resto.

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