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Convicção a parte

| 14 de Agosto de 2019 as 10h 08min

Na sessão da Câmara de Sinop, desta segunda-feira (12), o vereador Lindomar Guida (MDB), mostrou muita firmeza na tribuna. Enquanto discutia o projeto de lei 068/2019 – que possibilitaria o pagamento de impostos municipais com cartão de crédito – Lindomar foi interpelado pelo seu colega de legislativo, Adenilson Rocha (PSDB), autor do projeto.

Adenilson pediu um “aparte” para Lindomar. “Aparte” é quando um vereador pede um tempo da fala que é de outro vereador, geralmente para complementar o assunto em discussão. Incisivo, Lindomar disse: “Não dou aparte! Não sou de pedir aparte e não dou aparte! Esse é meu jeito!”.

Como um cão abandonado, Adenilson voltou de orelhas baixas para sua cadeira e Lindomar, seguiu seu discurso. O “aparte” não é algo obrigatório. Cada vereador decide se concede ou não um tempo da sua fala para o colega de plenário. Em geral, conceder aparte é um gesto de gentileza e de que o legislador está disposto a discutir a sua ideia de forma plural.

Mas Lindomar disse que não é de conceder, nem de pedir, aparte. Acontece que, instantes depois, quando Remídio Kuntz (PR), foi para tribuna falar – do mesmo assunto – lá foi Lindomar pedir um “aparte”. O mesmo homem duro que havia dito com tanta convicção que não era de pedir aparte, minutos depois estava lá, fazendo-o.

Remídio concedeu o aparte. Lindomar usou para dizer que fazia mais de 60 dias que não sentava com a prefeita e que sequer sabia quem era Ivan. Ele estava se referindo ao procurador jurídico da prefeitura, Ivan Schneider. A fala rebatia a acusação, feita por Luciano Chitolina (PSDB), de que a prefeita Rosana Martinelli e seu procurador jurídico haviam pedido para os vereadores da base derrubarem o projeto.

Lindomar respondeu com convicção que não votou porque a prefeita pediu. A mesma convicção com que disse que não era de pedir aparte.

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