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De aliados a oponentes

| 19 de Novembro de 2018 as 11h 32min

Eles começaram a campanha juntos, como uma dobradinha, disputando cada qual, um dos dois votos que o eleitor possuía para senador. No meio do caminho, se separaram e hoje são rivais com problemas a resolver na justiça.

Nilson leitão (PSDB) e Selma Arruda (PSL), são os personagens dessa crônica. O deputado federal está movendo um processo contra a juíza e senadora eleita. Leitão alega que Selma lhe causou um prejuízo moral e pede 40 salários mínimos para indenizar o dolo.

A treta começou quando Selma rompeu com o tucanato durante a eleição. Ela deixou o palanque de Pedro Taques (PSDB) e também de Nilson Leitão. O resultado da urna insinua que a juíza acertou na escolha, já que acabou eleita enquanto o governador amargou uma terceira colocação.

Mas Selma não saiu do ninho tucano em silêncio. Aliás, saiu atirando, ao melhor estilo Bolsonaro. No processo, Leitão afirma que a juíza fez uma transmissão ao vivo em seu perfil no Facebook, no final de agosto, ofendendo honra e a imagem do então candidato. Selma usou como munição as delações premiadas do empresário Alan Malouf e do ex-secretário de Estado de Educação, Permínio Pinto. Colocou Taques e Leitão no mesmo balaio. E de fato estavam.

Ofendido, Leitão apresentou um pedido de retratação, mas foi negado. Restou ingressar com um processo por danos morais, na 1ª Vara Cível de Sinop. A audiência de conciliação foi marcada para o dia 6 de fevereiro de 2019. Caso Selma compareça, será sua primeira visita oficial a Sinop como senadora .

Não é a primeira vez que Leitão utiliza desse expediente. No ano de 2008, o então prefeito de Sinop ingressou com uma ação por danos morais contra a União. O motivo? Ter sido preso e algemado na Operação Navalha, no ano de 2006. Leitão ganhou a ação, que lhe garantiu uma indenização no valor de R$ 320 mil. Mas ele achou o valor baixo. Então, ingressou com um recurso para revisar a indenização. Pediu R$ 1 milhão. O TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região), achou um valor alto demais para a moral do deputado federal e revisou o valor para baixo.

Ainda assim, Leitão recebeu uma indenização de R$ 160 mil, dinheiro pago pelos cofres públicos por provocar, através da Polícia Federal, constrangimento ao homem público.

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