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Educação sem matemática

GC Notícias | 24/08/2017 15:13

A secretaria de Educação de Sinop tem um problema que desafia a lógica. A rede municipal conta com cerca de 500 salas de aula. Já o número de professores na folha de pagamento é próximo de 1.000. Como explicar essa matemática?

Recentemente conversamos a secretária de Educação, Veridiana Paganotti, que falou do assunto. Segundo ela, a conta simplesmente não fecha. Essa desproporcionalidade entre o volume de profissionais contratados com relação a estrutura existente da educação é um claro indicativo de que tem muito professor fora da sala de aula.

O problema, ao que tudo indica, não deve passar de ano. A administração municipal já iniciou um diagnóstico para apurar caso a caso as “readaptações funcionais”. Traduzindo: fazer um pente fino nos servidores que passam mais tempo afastados do que trabalhando.

A ideia é entender o que é problema de saúde que impede o exercício da profissão e o que é malandragem. Quem não puder mais trabalhar na sua função, deverá ser aposentado. Quem só está fazendo corpo mole, ou volta para o serviço ou pede as contas.

Mas tem um fator preocupante. Nesta quinta-feira (24), em uma notícia encaminhada pela assessoria de imprensa da prefeitura, a secretária de Administração, Anna Dias – que é quem coordena esse trabalho e chefia o RH da prefeitura – deu a seguinte declaração: “Aquele professor que está fora de sala de aula porque não consegue mais escrever no quadro, retornará às suas funções com o auxílio de uma outra pessoa que suprirá sua deficiência”. É isso mesmo? O município irá oferecer uma “muleta humana”? Vai ser criado o cargo de “escrevente de lousa”?

Talvez tenha sido apenas um exemplo, já que o problema foi detectado e está sendo feito algo para resolve-lo. A secretaria de Educação tem 2,3 mil servidores em sua folha. É a mais volumosa no serviço público municipal. Não é fácil monitorar tudo isso de gente, mas o diagnóstico já começou. O alerta é para que o remendo não fique mais caro que um novo. Se cada um desses 500 professores que - em tese - estão fora da sala de aula precisar de um “copista”, ao invés de otimizar os gastos com folha, a prefeitura acabará contratando mais 500.