Bom dia, Segunda Feira 20 de Novembro de 2017
Saúde Coluna Social Classificados Sobre o Site Fale Conosco

Escondendo o conhecimento

GC Notícias | 22/08/2017 14:39

A administração anterior de Sinop utilizou como um de seus slogans o bordão “Cidade de Conhecimento”. Era uma referência ao momento que a cidade atravessava, com a instalação do Centro de Pesquisas da Embrapa, do IFMT (Instituto Federal de Mato Grosso), e da consolidação das estruturas de ensino superior, em especial as duas públicas, com a UFMT abrindo o curso de medicina. Nesse mural, o ex-prefeito Juarez Costa (PMDB), aproveitava para apregoar suas políticas públicas para a educação, com a instalação de aparelhos de ar condicionado em todas as escolas municipais, a construção de novas creches e a implantação de um PCCS (Plano de Cargos, Carreiras e Salários), para a Educação. Foi também nesse passado recente que a Biblioteca Municipal saiu de um prédio caindo aos pedaços para ocupar um lugar de destaque, na avenida principal de Sinop, em um imóvel bem estruturado, que estimula a visitação.

Mas agora a Biblioteca Municipal – essa estrutura que parece lutar contra a extinção dos hábitos “modernos” – será novamente jogada em um canto. A prefeita de Sinop, Rosana Martinelli (PR), já emitiu a notificação ao proprietário do imóvel que abriga a Biblioteca de que irá encerrar o contrato de locação, devolvendo o prédio. O plano da gestão é “aproveitar” a antiga estrutura do SAAES (Serviço Autônomo de Água e Esgoto), como Biblioteca Municipal.

O argumento da mudança vem ensebado de apelo popular. A gestão afirma que irá economizar com aluguel, o que, em uma primeira análise, parece ser algo bom e correto a se fazer. Será?

O imóvel do antigo SAAES é uma espelunca da década de 90. Informações preliminares dão conta de que, para deixar tudo “no jeito”, serão gastos R$ 600 mil. Ou seja, de aproveitável só tem o endereço.

Se a real intensão da prefeitura é economizar com aluguel, existe uma porção de outros prédios públicos locados pelo município que poderiam ser recambiados para o antigo SAAES. Citamos aqui, só a título de exemplo, um imóvel que a prefeitura aluga, na Avenida dos Tarumãs, utilizado como “depósito” do departamento de patrimônio. Ou seja, é uma repartição pública que não tem visitação. Nesse prédio, a prefeitura paga R$ 11 mil por mês de aluguel.

O argumento é economia? Então mude o departamento de patrimônio para o antigo SAAES, mas mantenha a Biblioteca em um local amplo, bonito, centralizado e novo para que, pelo menos, a visitação seja um estímulo para as pessoas lerem mais. 

 

No dia seguinte a postagem, a prefeita encaminhou uma nota de esclarecimento. Para ler, basta clicar aqui.