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Notícias dos Poderes

Ficou tonto com o álcool

| 17 de Abril de 2019 as 16h 02min

Durante a campanha eleitoral do ano passado, Mauro Mendes (DEM), passou pela redação do GC Notícias. Tivemos tempo e tranquilidade para fazer com o candidato uma entrevista produtiva, discutindo os principais pontos que o próximo governador precisaria atacar. Você pode reler a entrevista aqui.

Em uma das provocações feitas ao candidato, perguntamos como ele conseguiria ter a sensibilidade para tratar da saúde pública sendo que, como empresário que é, nunca dependeu do SUS? A pergunta incluía também a educação pública, vital para o cidadão mato-grossense “comum”.

Ele respondeu listando o que já tinha feito pela saúde pública de Cuiabá, quando foi prefeito e disse exatamente isso: “Essa compreensão move minha vida. Sou sensível sim a estas demandas e sempre gostei de contribuir com a população desse que é o meu Estado. “Não é com conversa fiada e com promessa que se faz gestão pública”, retrucou.

Pois ontem, terça-feira (17), Mauro Mendes esteve em Sinop. Veio para participar da Norte Show – feira do agronegócio realizada no município. Com uma relativa folga na agenda, o governador teve um tempo para passear pela cidade. Escolheu visitar a usina de etanol de milho da Inpasa, em fase de instalação, que deve começar a operar no segundo semestre desse ano.

Logicamente se trata de uma indústria importante. O etanol de milho promete puxar a próxima revolução agrícola do Estado. Mas a Inpasa não precisa do governador. Mendes não tem obrigação nenhuma de colocar essa indústria para funcionar. Aliás, ainda que tivesse, como governador pouco poderia contribuir.

Totalmente ao contrário da saúde e da educação pública. Em Sinop ele poderia ter dedicado parte do seu tempo para visitar e falar sobre o Hospital Regional – a principal estrutura de saúde pública do município que desde sua abertura não funciona a contento. É verdade que o governador tem feito suas reformas na unidade. Tirou a gestão da OSS, passou a administrar diretamente pela secretaria de Saúde e tem garantindo, pelo menos, o pagamento dos salários dos profissionais. Mas faltou dar sequência. Faltou ter a sensibilidade de ir até a unidade, de falar com as equipes médicas, de comunicar a população os avanços atuais e as projeções futuras.

Mendes não foi no Hospital. E também não foi na Escola Estadual Cleufa Hubner. O prédio próprio da Escola que atravessou toda a gestão de Pedro Taques (PSDB), sem ser concluído perece lentamente no tempo. Inacabada, a estrutura está longe de ser o sonhado modelo de escola ideal prometido aos alunos e professores da Cleufa Hubner. Mendes não falou da escola.

Por enquanto, em Sinop, a única coisa que interessou o governador empresário foram empresas. O álcool subiu pra cabeça.

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