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O “bravo” retumbante

GC Notícias | 18/03/2016 18:17

Na sessão da Câmara de Sinop da última segunda-feira (14), o vereador Dalton Martini (PP), fez um discurso que “encheu” a casa de leis. Bravo, em alto tom e com palavras fortes, Dalton fez sua voz retumbar entre os vereadores e demais pessoas presentes. Disse que a classe política não pode ficar administrando a coisa pública para beneficiar uma “meia dúzia de pessoas que já estão com a vida feita”. Some isso a imagem de pioneiro de Sinop e do poder legislativo que o vereador carrega e o resultado foi, naquele momento, a imagem de Dalton personificada como a única “alma séria” do parlamento sinopense. Mas só naquele momento.

Na prática, Dalton é uma “alma penada” no legislativo: vive de aparições. Ao longo de todo ano passado o vereador apresentou apenas 2 indicações, um projeto de lei complementar e um requerimento. Muito doente, também foi o mais faltoso nas sessões. Sua presença em plenário tem sido rara. Na imagem do dia a dia de quem cobre o poder legislativo de Sinop, Dalton é aquela cadeira vazia entre os vereadores Ticha e Hedvaldo Costa.

Ainda assim, quando “aparece”, Dalton empolga. Ele goza de muito respeito por parte dos demais vereadores e também de muitas lideranças da cidade. Mesmo tendo sido o “pai” da Verba Indenizatória da Câmara – o benefício concedido para cada vereador no valor de R$ 5 mil por mês sem a necessidade de prestar contas. Dalton tem liderança, tem carisma, discurso e até respeito. Mas na prática, pouco faz acontecer.

As urnas tem sido implacáveis para este tipo de político.