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O jogo do suplente

| 24 de Outubro de 2019 as 16h 09min

Embora tenha se falado tanto na “nova política”, algumas prática muito antigas continuam sendo repetidas no cenário. Esta semana o suplente da senado Selma Arruda (PSL), Gilberto Possamai (PSL), declarou que irá assumir o posto no congresso nacional. A retirada de Selma para a posse do suplente deve ocorrer no dia 18 de novembro. Possamai disse que irá ficar no cargo por pelo menos 4 meses.

São sempre, pelo menos, 4 meses. Essa “troca” também ocorreu com o suplente de senador Jorge Yanai (na época no DEM), e com tantos outros no Estado de Mato Grosso e no Brasil. Nos últimos 15 anos, 35 senadores da República se afastaram do cargo por 4 meses para que seus suplentes assumissem.

Até 2013, o suplente de senador que assumisse o posto por mais de 4 meses poderia gozar de alguns benefícios vitalícios concedidos aos membros da casa da República, como plano de saúde para ele e seus dependentes. Também era possível se aposentar como senador. Nos últimos anos, a ascensão dos suplentes é mais uma questão de título, influência e um “14º salário”.

Ao passar 4 meses no cargo, o suplente é considerado um dos senadores da República – com direito a carteirinha. A parte do “bônus” fica por conta do “auxílio-mudança”, um benefício que o suplente pode requisitar e que tem como limite o salário do senador: R$ 33 mil. Não se sabe se Possamai vai requisitar esse auxílio, mas a prática é bastante comum.

Quanto ao que o suplente pretende fazer no cargo, Possamai disse que será um ‘fiel escudeiro’ de Bolsonaro no Senado – mesmo Selma tendo rompido com o PSL.

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