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Presidência ingrata

GC Notícias | 04/10/2016 18:06

O histórico da Câmara de vereadores de Sinop mostra que não é boa coisa ser presidente do poder legislativo em anos de eleição. Ao longo dos últimos 16 anos, nenhum dos presidentes da Câmara de Sinop que fecharam as legislaturas conseguiram se reeleger.

O caso mais recente é do presidente Mauro Garcia (PMDB), atual chefe do legislativo municipal. Apesar de bem votado (o 10º maior número de votos), Mauro não conseguiu garantir mais um mandato na Câmara.

O mesmo fato ocorreu com os 4 presidentes que o sucederam. Na eleição de 2012 foi Remídio Kuntz, que chegou na presidência após um polêmico acordo que envolveu os vereadores de oposição e situação. Foi “seu” presidente, como costumava dizer, mas não retornou ao poder legislativo. Kuntz também foi candidato esse ano, mas não obteve sucesso eleitoral.

Antes de Remídio, Sinéia Abreu já havia sofrido com essa sina. Ela foi presidente da Câmara durante a eleição de 2008, e comandou os trabalhos do legislativo em um dos momentos mais polêmicos da história política de Sinop. Sinéia fazia parte do grupo político de Nilson Leitão (PSDB), que no ano anterior foi preso. Ela acumulou muito desgaste pelo grupo que foi retirado do poder após 8 anos e que não conseguiu voltar em 2016. Sinéia concorreu na eleição de 2008, mas não se elegeu, colocando um ponto final na sua trajetória política, iniciada pelo marido Jorge Abreu e que teve no seu ápice uma vitória como vice-prefeita.

Seus antecessores desistiram previamente. Altair Cavaglieri, presidente durante a eleição de 2004, não colocou seu nome para apreciação naquela eleição. Acabou se afastado da política e de Sinop, retornando tempo depois.

A lista encerra com José Carlos Ramalho, presidente da Câmara no ano de 2000, que também não disputou a eleição naquele ano. Ramalho deixou o legislativo, mas não a política. Chegou a ser cotado para disputar a prefeitura de Sinop em 2016 e ser vice em 2012. Nos dois casos, abriu mão para Rosana. Em 2014, Ramalho foi convidado a ser suplente de senador, junto com Wellington Fagundes. Por problemas documentais, acabou não compondo a coligação que venceu o pleito, sacramentando a “maldição” dos ex-presidentes da Câmara.

Com isso são 5 presidentes que comandaram a Câmara durante uma eleição e, depois disso, penduraram seu chapéu (sem trocadilhos), nunca mais retornando a política.

Esse é o destino de Mauro ou pela primeira vez ele inverterá a lógica?