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Proibido de pisar na Assembleia

| 06 de Fevereiro de 2019 as 18h 56min

Ele já foi tido como o maestro da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, o homem capaz de orquestrar o poder legislativo do Estado, reger discussões e compor harmonias ou desarmonias entre as repartições públicas. Hoje, ele sequer pode pisar naquele recinto para prestigiar a posse da filha.

Estamos falando de José Geraldo Riva. Uma ordem judicial o proibiu de presenciar a posse da sua filha, Janaina Riva (MDB), deputada mais votada na eleições de 2018.

Quem vetou Riva foi a juíza Ana Cristina Silva Mendes. Na decisão, a magistrada afirmou que a medida tem o objetivo de proteger as várias ações criminais em andamento. “Em que pese o especial desejo do acusado de contemplar a vitória na carreira política de sua filha, tenho que inadequada a flexibilização dessa medida nesta fase processual, ainda que de forma excepcional, razão pela qual mantenho a medida cautelar de proibição do acusado de acesso e comparecimento à Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso, e indefiro o pleito”, decidiu.

Riva exerceu 5 mandatos consecutivos como deputado estadual e, nesse período, ocupou os cargos de presidente e primeiro-secretário da Mesa Diretora. Em 2014, ele tentou se candidatar ao governo do estado, mas teve a candidatura barrada pela Justiça Eleitoral por ter condenações colegiadas no Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

Riva foi preso por três vezes, entre 2014 e 2015. Primeiro, foi preso na operação Ararath, em maio de 2014 e, depois, na operação Imperador, em fevereiro de 2015, e na operação Ventríloquo, em julho de 2015. Passou seis meses preso e foi solto, em 2016.

Em março de 2017, Riva foi condenado a 21 anos e 8 meses de prisão por desvio de R$ 5,4 milhões, em valores corrigidos, da ALMT por meio de uma empresa de fachada.

Depois, em 2018, foi condenado a devolver R$ 37,2 milhões, porque, segundo a Justiça, ficou comprovado que R$ 37.208.186,54 foram desviados dos cofres da ALMT por ordens do ex-deputado.

Riva responde a mais de 100 ações na Justiça por improbidade administrativa, peculato e corrupção.

 

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