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Quem mata mais?

GC Notícias | 24/09/2018 18:29

Na sessão passada, o GC Notícias, aqui nesse mesmo espaço editorial, deu uma “beliscada” no vereador Luciano Chitolina (PSDB). Ou melhor, por algo que ele disse na tribuna da Câmara. Hoje é o dia de equalizar a conta, aplaudindo-o. Declarações atravessadas não são sinônimo de político atravessado. Tão difícil quanto acertar todas é errar todas. Mas a dessa sessão de segunda-feira (24), Chitolina acertou em cheio.

Ele largou a seguinte frase: Quem mata mais em Sinop? A Rota do Oeste com a BR-163 ou o Pedro Taques com o Hospital Regional? Parece ser uma provocação gratuita, mas não é. Quando o assunto é estatística funerária, BR-163 e Hospital tem sido em 2018, de longe, os campeões em produtividade.

Chitolina não citou dados, nem embasou com números suas afirmações. Foi apenas sua percepção do momento. O fato de ser correligionário e apoiador de Taques não atenuou sua crítica. Até os amigos de Taques concordam que seu desempenho na saúde pública, especialmente em Sinop, deixa muito a desejar.

É difícil apurar com precisão o número de pessoas que morrem em decorrência da precariedade do Hospital Regional de Sinop. Não basta levantar os óbitos na unidade. É preciso incluir na conta o pessoal que pereceu na UPA aguardando um leito de internação, aqueles que morreram em casa por conta de uma cirurgia mal feita ou que nunca chegou, os pacientes transladados para outros municípios porque em Sinop não havia o serviço e, por fim, aqueles que não conseguiram a ordem judicial obrigado o Estado a atender.

Então, não conseguimos responder a pergunta do vereador. Não dá para saber quem mata mais porque não há como medir o impacto do Hospital nessas mortes. Mas da BR-163 dá para fazer. Aliás, nós já estamos fazendo. Desde o último incidente na BR-163, que matou na hora uma jovem estudante de psicologia, o GC Notícias começou a levantar as estatísticas de acidente no trecho da concessão e, especialmente, na passagem urbana de Sinop.

Já sabemos que no ano passado foram 2.976 acidentes registrados nos 800 km de responsabilidade da Rota do Oeste/Odebrecht. Estes resultaram em 1.837 vítimas. Ou seja, em média 5 pessoas por dia saem feridas ou mortas da estrada que a Odebrecht cobra para cuidar.