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Notícias dos Poderes

Radar de Sinop a Maringá

| 21 de Fevereiro de 2019 as 16h 35min

Na última sessão da Câmara de Sinop, o vereador Adenilson Rocha (PSDB), que abraçou o assunto dos radares com todas as forças, trouxe uma relação do custo dos radares em 3 diferentes cidades. Ainda não deu para checar tudo que o vereador disse, mas em pelo menos um dos seus exemplos o vereador acertou.

Adenilson afirma que é possível colocar radar pagando bem menos. Para corroborar a sua teoria, ele escolheu algumas cidades que contrataram o serviço por um valor menor. Entre elas, Maringá. Sinop e Maringá, no Oeste do Paraná, partilham muitas coisas. Foram cidades praticamente feitas pelas mesmas pessoas. Os fundadores de Sinop são de lá. O urbanista que projetou Maringá desenhou a primeira planta de Sinop. E assim vai.

No telão, o vereador fiscal de pardal mostrou que Maringá gasta R$ 1,4 milhão por ano para monitorar 80 faixas (pistas). Isso daria um custo R$ 1,4 mil por pista/mês. Na licitação feita em Sinop, denunciou Adenilson, cada faixa acabou custando R$ 4,1 mil por pista/mês – quase 3 vezes mais.

Essa comparação genérica não leva em consideração todas as especificidades e diferenças entre as cidades e sistemas de trânsito instalados. Além disso, como bem lembrou Mauro Garcia (MDB), que era secretário de Trânsito e agora está na Câmara, “na época da licitação ninguém apareceu com um preço melhor”. Verdade. Mas isso não significa que Sinop é obrigado a comprar.

Adenilson não disse em tribuna, mas em Maringá, na cidade que ele escolheu para citar, a licitação começou sendo modelada em R$ 4,6 milhões – o que deixaria o custo por faixa mais caro que Sinop. Foi então que o Observatório Social de Maringá entrou em cena. O Observatório é um braço da SER (Sociedade Eticamente Responsável), criado para fiscalizar, através da colaboração de voluntários, os órgãos públicos. Esse pessoal estudou o processo, cortou as gorduras e apresentou uma licitação R$ 1,3 milhão mais magra. A prefeitura lançou esse certame proposto pelo Observatório, que tinha como preço de referência R$ 3,3 milhões por ano. O resultado final foi ainda mais surpreendente: o contrato foi arrematado por R$ 1.344.076,80.

O valor final do contrato foi um terço do que a prefeitura de Maringá estimou gastar inicialmente. Uma grande economia. O vereador Adenilson já achou o começo da trilha, basta seguir o caminho: estudo e projeto.