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Um líder na crise

GC Notícias | 20/04/2017 16:06

Em 2009, quando Juarez Costa (PMDB), assumiu a prefeitura de Sinop, o Brasil e o mundo viviam a ameaça de uma crise de grandes proporções. Era a tal “marolinha” do Lula, lembram? Blairo Maggi, então governador e padrinho do novo prefeito, aconselhou Juarez a arroxar a máquina e dar graças a Deus se conseguisse pagar a folha dos servidores. Em suma, um dos maiores capitalistas do mundo disse para o prefeito de Sinop comprar a crise.

Juarez deu de ombros, e no terceiro mês expôs em praça pública o novo parque de máquinas da prefeitura. A frota vermelha causou impacto até na cor, para o dissabor dos antecessores tucanos, alérgicos a carmim. Naquele momento, o líder deu uma injeção de ânimo na cidade, que não se deixou abater pela crise. Juarez falava em fazer asfalto, em fazer obras e todos acreditaram que a prefeitura teria um ritmo frenético. Essa era a posição da maior empresa da cidade. Goste ou não, realizando todas as obras que prometeu ou não, Juarez teve uma postura determinante em seu início de mandato.

E Rosana Martinelli (PR), como começou? Frente a uma crise nacional, que não é aguda Norte de Mato Grosso, a nova prefeita senta na cadeira mais importante da cidade dizendo que a ordem é economizar. Por economizar, entenda cortar custos, desacelerar a máquina, parar de investir na cidade e fazer o básico para “pagar as contas”. Rosana está seguindo o conselho que Blairo deu para Juarez em 2009. Pior! Está dizendo isso, desestimulando a cidade, mas fazendo o de sempre.

Em março, a prefeitura gastou com salários e encargos R$ 14,2 milhões. É a mesma coisa que a prefeitura gastava em agosto do ano passado. A reforma administrativa de Rosana, que prometeu economizar R$ 3,5 milhões, cortando cargos e enxugando a máquina, por enquanto é ficção. De economia, só tem o discurso, que aliás, jamais deveria ter sido dito.

A imprensa cuiabana pode até achar que Rosana vive uma “lua de mel” com os eleitores de Sinop. Nós achamos que o povo está começando a ficar desconfiado que pagou a conta do casório e que não vai receber o dote.