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Vai mentir para os cuiabanos

GC Notícias | 19/04/2017 14:52

A semana começa com uma notícia publicada por um site de Cuiabá, dizendo que a prefeita de Sinop, Rosana Martinelli (PR), com pouco mais de 3 meses no comando do município vive “uma lua de mel” com o povo e a classe política. Sem economizar rapapés, a imprensa cuiabana pintou uma imagem da prefeita que só pode existir no folclore da capital. Na vida real, aqui no interior, a realidade é outra.

A notícia diz que o perfil de Rosana como gestora pública é mais humana, e que sua administração será mais “humana”. Por enquanto, da parte humana, só vemos “falha humana”. Administrativamente a gestão não anda. Processos para o pagamento de serviços, compras de insumos e até combustíveis emperram nas secretarias de Finanças e de Administração. Parece “Síndrome de Pedro Taques”, que travou o Estado sob a alegação que tudo tinha vícios – um álibi perfeito para justificar a incapacidade de lidar com a burocracia de uma máquina pública.

Aliás, Taques e seus outros amigos são citados na reportagem, dizendo que Rosana é muito diferente de seu antecessor, Juarez Costa (PMDB), pois mantém diálogo político com todos os grupos e lideranças. Na vida real, Rosana começa colecionar resistência do seu próprio grupo. Montou uma equipe de governo que é uma mescla do seu comitê de campanha com os secretários de alto desempenho da gestão anterior. Essa mistura não deu liga. Há conflitos internos e dissabores entre departamentos que deveriam trabalhar em harmonia. Quanto aos adversários políticos de Rosana, bom... eles demonstraram todo o respeito que tem pela “mulher no comando” durante a última eleição.

Esse verniz dourado que a imprensa cuiabana tentou aplicar em Rosana pode até funcionar na capital. Aqui, as pessoas, inclusive opositores de carteirinha, começam a sentir saudades de Juarez. Sabe, tipo um aperto no peito quando olham a cidade tomada de mato e pensam: “o que que essa mulher está fazendo com a cidade?”

Nós sabemos o que ela não está fazendo: as novas creches não foram abertas, o Restaurante Popular não está funcionando e os instrumentos do aeroporto não estão operando.

Sinop já teve em sua história recente um prefeito que usava o chavão da humanização para definir sua administração. O bordão era “cuidar de gente”. Na prática, combatia epidemia de dengue com uma passeata na Júlio Campos, com meia dúzia sendo puxados por um “alegre” fantasiado de mosquito da dengue. Não foi isso que Sinop escolheu na eleição passada.

Humanizar é diferente de querer resolver os problemas da cidade com “gincana”.