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Milhares de peixes são encontrados mortos em terra indígena e Funai envia cestas básicas

GC Notícias | 31/07/2017 14:40
Segundo os índios, os animais começaram a aparecer mortos no dia 3 de julho
(Foto: Divulgação)
Segundo os índios, os animais começaram a aparecer mortos no dia 3 de julho

Segundo a Funai, 150 cestas básicas foram enviadas ao indígenas.

 

Uma visita técnica de professores da Universidade de Mato Grosso (Unemat) constatou a morte de milhares de peixes no Rio Iriri, em terras indígenas da etnia Panará, em Guarantã do Norte, a 233 km de Sinop. A vistoria foi motiva por denúncias de indígenas a respeito da qualidade da água e a mortandade dos animais. O relatório da visita apontou modificação na qualidade da água, comprometendo a alimentação e a sobrevivência dos índios.

Em nota, a Fundação Nacional do Índio (Funai) afirmou que 150 cestas básicas e galões de água potável foram encaminhados para as aldeias atingidas na sexta-feira (28).

O relatório da vistoria é assinado pela professora doutora Solange Aparecida Arrolho da Silva, coordenadora do Laboratório de Ictiofauna da Amazônia Meridional. O documento apontou alteração na qualidade da água, o que ocasionou a morte dos

Os índios, no entanto, continuaram a consumir o peixe e fazer o uso da água. “Eles continuam consumindo, porque é a única opção para eles”, afirmou Solange Aparecida.

 

 

 

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A visita foi realizada no dia 20 de julho. Na ocasião, foram coletadas amostras de peixes e da água do rio em três trechos diferentes. Foram visitadas as aldeias Sancue, Sõcorasã e uma fazenda na região. De acordo com o relatório, os índios afirmaram que os peixes pequenos começaram a morrer no dia 3 de julho. Quatro dias depois, os peixes maiores começaram a boiar.

A análise, no local, constatou alteração nos parâmetros físico-químicos da água. “A coloração da água em todos os trechos apresenta-se muito esverdeada em toda a extensão do rio. O odor de putrefação ao longo de dois trechos indica que existem alterações acentuadas na qualidade da água”, como contra em trecho do documento.

Entre as espécies encontradas mortas no rio estão curvinas, tucunarés, cascudos, curimbas, cacharas, pacus e raias. Nos exemplares coletados como amostra foi possível, segundo o relatório, verificar a presença de fungos, coloração esbranquiçada, opacidade no olho e estado letárgico.

Fonte: G1 MT