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PF cumpre mandados em Sinop na operação contra adulteração e contrabando de agrotóxicos

GC Notícias | 07/06/2018 15:23
Delegado da Polícia Federal,  Rodrigo Martins
Foto: Reprodução TV Capital
Delegado da Polícia Federal, Rodrigo Martins

Agrotóxicos entravam no país por estradas vicinais no Norte de Mato Grosso.

Uma organização criminosa que contrabandeava e adulterava agrotóxico é alvo de uma operação da Polícia Federal nesta quinta-feira (7), em Sinop. A Operação Terra Envenenada, como foi batizada, tem como objetivo o combate ao contrabando, à adulteração e o comércio ilegal de agrotóxicos na região norte de Mato Grosso.

A PF busca cumprir seis mandados de prisão e 16 de busca e apreensão  expedidos pela Justiça Federal de Sinop.

De acordo com a Polícia Federal, a investigação teve como base o acompanhamento de organização criminosa voltada para a importação, manipulação e venda de produtos agroquímicos que, em razão dos gravíssimos danos que provocam à saúde humana, têm o uso rigorosamente limitado pelos órgãos oficiais.

Em extensa rede criminosa, a quadrilha comprava os produtos do Paraguai e os transportavam por estradas vicinais até o norte de Mato Grosso, contando com a conivência de agentes públicos.

No destino, aumentavam o volume, adulteravam os produtos misturando-os com agroquímicos permitidos ou inseticidas de preço baixo, revendendo a valores altíssimos para outros intermediários.

Frequentemente, o produto também era repassado a grandes agricultores da região. Por meio de ameaças e coações, os suspeitos garantiam a adimplência dos clientes.

Em razão das vultosas margens de lucro obtidas pelo esquema ilícito e métodos agressivos de cobrança, os investigados possuíam um estilo de vida incompatível com os ganhos declarados, chegando inclusive a atuar em outros ramos econômicos para mascarar e lavar os proveitos do crime.

Os suspeitos serão indiciados pelos crimes de importação e transporte de substâncias tóxicas, constituição de organização criminosa e lavagem de dinheiro. As penas podem variar de um a dez anos de reclusão.

Fonte: Redação com G1 MT