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PM ajudou quadrilha que ostentava na web a assaltar banco em MT, diz polícia

GC Notícias | 05/05/2017 09:23
Líder de quadrilha aparece em carro de luxo
(Foto: Polícia Civil/Divulgação)
Líder de quadrilha aparece em carro de luxo

Policial teria repassado informações privilegiados ao grupo durante assalto

Um policial militar de Poconé, a 583 km de Sinop, é suspeito de auxiliar uma quadrilha especializada em roubo a banco a cometer um assalto naquele município, segundo a Polícia Civil. Parte da organização foi presa nesta quinta-feira (4) durante a Operação Luxus, deflagrada pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO). A Corregedoria da Polícia Militar afirmou que vai abrir um procedimento administrativo para apurar a conduta do policial.

Os integrantes da organização ostentavam com viagens, carros de luxo e barcos, custeados com dinheiro proveniente dos roubos, segundo a Polícia Civil. Fotos divulgadas por eles em redes sociais levantaram a suspeita.

De acordo com a Polícia Civil, o policial é suspeito de ter repassado informações privilegiadas ao grupo durante o assalto em Poconé. De acordo com o Corregedor Geral da PM, o oficial é lotado no município há 6 anos.

Segundo as investigações, a quadrilha teria assaltado pelo menos 10 agências bancárias e causado prejuízo de R$ 5 milhões.

A polícia passou a monitorar o bando há 6 meses. Segundo as investigações, os integrantes do grupo ostentavam em fotos publicadas nas redes sociais. Eles se exibiam em carros e barcos de luxo, viagens ao Rio de Janeiro, festas e passeios de helicóptero.

Na tarde desta quinta-feira, outros dois suspeitos de integrarem a quadrilha foram presos no Rio de Janeiro. Eles foram detidos na cidade de Volta Redonda com a ajuda da Polícia Rodoviária. Os mandados foram decretados pelas 7ª e 5ª varas criminais de Cuiabá e também pela Vara Criminal da Comarca de Poconé. A operação conta com 70 policiais civis.

De acordo com a polícia, os bandidos cometiam os crimes geralmente aos finais de semana, e deixavam um rastro de destruição nas instalações físicas das agências, além de deixar a população sem os serviços bancários.

Fonte: André Jablonski