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Antônio Joaquim diz que governo Taques está à deriva

GC Notícias | 27/10/2017 09:31

Para o conselheiro, falta comando em Mato Grosso

Único a se apresentar como pré-candidato ao governo de Mato Grosso até o momento, o ex-deputado e ex-conselheiro Antônio Joaquim Neto (PTB), do Tribunal de Contas do Estado (TCE), dirigiu severas críticas ao governador José Pedro Taques (PSDB) por causa da reportagem da versão brasileira do jornal El País, o maior da Espanha, sobre a suposta existência de grampos telefônicos clandestinos. Ele observou que o governo não produz boas notícias, para a Europa e o mundo, porque não tem líder e o governo está à deriva. “É certo que o governo tem muita gente boa. Muita gente de boas intenções. Mas não tem líder. O líder não se manifesta. O líder está à deriva! O governo está à deriva! Infelizmente esta é a realidade. O jornal El País publica aquilo que sabemos”, observou Antônio Joaquim, em vídeo postado no Youtube, nesta quarta-feira (25).

O ex-deputado acredita que a prova da ausência de comando é a própria reportagem do jornal El País. “A prova disso é que tem esta matéria de repercussão internacional, publicada no El País – “Poder, sexo e milhares de grampos ilegais: Mato Grosso mergulha na paranóia política”. O esquema atinge o governador Pedro Taques, um ex-procurador [da República]. Ele é alvo de investigação, para constatar se grampeou ou não inúmeros adversários”, recordou ele.

Num contexto ampliado, Antônio Joaquim compara o caso já conhecido como ‘grampolândia pantaneira’ à corrupção que permeou a gestão anterior, com a quadrilha chefiada pelo ex-governador Silval Barbosa (PMDB). “Corrupção é gravíssima. Ninguém pode perdoar de quem quer que seja. Mas corromper a democracia. Invadir a privacidade das pessoas. Voltar à época da ditadura, do SNI, que prendia, arrebentava e torturava, manipulava os adversários. Isso é inadmissível”, sentenciou o ex-deputado.

A interpretação do pré-candidato ao Palácio Paiaguás é de que o próprio Pedro Taques colocou Mato Grosso na atual situação. “O governador sempre foi paladino da moralidade e nos coloca em situação constrangedora. Só quero reiterar que não é nada de ordem pessoal. São opiniões à situação do governo. Estou desde o dia 19 [de outubro] aguardando o governador Pedro taques assinar a minha aposentadoria [do TCE]”, citou Antônio Joaquim.

Para que Mato Grosso cresça, em sua tese, há necessidade de um líder. “Gostaria de estar dando boas notícias. Tem muita gente com boas intenções [no governo].

Hoje eu quero falar com você que, assim, como eu está muito decepcionado com o atual governo, gestão do governador Pedro Taques. “Eu disse em entrevista que o governo Taques é um fracasso ético e administrativo. A matéria [do El País] comprova que não estou inventando coisas, apenas constatando situações. Mato Grosso precisa crescer e sair desse atoleiro político que entrou. Venho com grupo independente e com experiência, capaz de uma boa gestão e capaz de oferecer serviços, prejudicados pela incompetência do atual governo. É por isso que vamos oferecer alternativa ao eleitor do Estado de Mato Grosso”, complementou Antônio Joaquim.

 

Outro lado

O secretário chefe da Casa Civil, deputado Max Russi (PSB), disse que não tinha condições de responder, porque está excessivamente ocupado trabalhando em assuntos do governo e não viu o vídeo, mas avisou que mantém seu pensamento manifestado na última sexta-feira (20), durante a Caravana da Transformação, em Tangará da Serra. Na ocasião, afirmou que Antônio Joaquim era o representante da velha política, do ataque e da falta de propostas.

Na ocasião, Pedro Taques utilizou uma metáfora pantaneira para responder ao pré-candidato. Sobre quem trabalha e é xingado e esculhambado, a metáfora diz: “enquanto os cães ladram, a caravana passa”.   Taques foi mais econômico, embora ácido, e comparou as críticas de Antônio Joaquim a latidos caninos: “é au, au, au!”.

Fonte: Redação