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Corregedor entrega representação com denúncia de “mensalinho”

GC Notícias | 17/04/2017 10:58

Relatório pede criação de comissão para investigar vereador

Pela primeira vez na história do poder legislativo de Sinop a corregedoria pede a instalação de uma comissão processante para investigar a conduta de quebra de decoro de um vereador. O corregedor da Câmara de Sinop, Luciano Chitolina (PSDB), entregou na quarta-feira (12), a representação contra o vereador Fernando Brandão (PR) – denunciado por cobrança de “mensalinho” dos assessores lotados em seu gabinete.

Chitolina falou com a imprensa na manhã desta segunda-feira (17). Conforme o corregedor, a representação foi sustentada nas matérias divulgadas pela imprensa, com as denúncias feitas pelos ex-servidores que trabalharam com o vereador. “Eu conversei com os 3 ex-servidores envolvidos que reafirmaram o que disseram para a imprensa”, revelou o corregedor. O relatório de Chitolina também menciona a visita que o vereador Brandão fez em Curitiba, com a ex-secretária de Cultura, onde teriam acertado um “esquema” referente ao projeto de decoração natalina de Sinop.

O GC Notícias solicitou uma cópia da representação. Segundo Chitolina, o documento só será público após ser lido na tribuna da Câmara. O presidente do legislativo, Ademir Bortoli (PMDB), tem três sessões ordinárias para ler a representação e instituir uma comissão processante. Essa comissão será formada por 3 vereadores, escolhidos por voto. Ou seja, os 15 vereadores votarão em 3 nomes para compor a comissão. A maioria irá decidir a composição da comissão, independente da proporcionalidade dos partidos.

Após o estabelecimento da comissão, Brandão terá 3 sessões para apresentar sua defesa. A partir disso a comissão tem 5 sessões para promover as investigações e relatar a denúncia final, confirmando ou descartando a quebra de decoro. “A decisão de apresentar a representação foi tomada devido a necessidade de dar transparência a todo processo e aos fatos noticiados. Se essa denúncia fosse contra mim e a corregedoria não me representasse, eu mesmo o faria”, revelou Chitolina. Para o corregedor, a melhor forma de mostrar isenção dos vereadores e de Brandão atestar sua inocência é através dessa investigação. “É importante que a população entenda que não bastam 3 pessoas denunciar um vereador para que ele seja cassado. Se fosse assim não teríamos mais nenhum vereador na Câmara. As denúncias precisam ser provadas”, completou.

Paralelo ao trabalho da corregedoria, o caso está sendo investigado pelo Ministério Público, que ainda não se manifestou sobre o assunto.

 

Mensalinho

A denúncia contra Fernando Brandão (PR), se tornou pública no dia 30 de março. Ex-servidores comissionados, lotados no gabinete do vereador disseram que repassavam parte do seu salário mensal para Brandão, através da sua chefe de gabinete. Os pagamentos eram feitos na frente de agências bancárias.

Fonte: Jamerson Miléski