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Política

Definida composição da CPI que vai apurar práticas da usina de Sinop

Investigação foi limitada ao procedimento de enterrar os resíduos da supressão vegetal

UHE Sinop | 24 de Setembro de 2018 as 17h 52min
Fonte: Jamerson Miléski

| Foto: Jamerson Miléski

A Câmara de vereadores de Sinop tem uma CPI para investigar se a usina pode ou não enterrar a vegetação que está derrubando. A comissão foi oficialmente constituída na sessão desta segunda-feira (24). Quem presidirá os trabalhos será o vereador Lindomar Guida (MDB). Leonardo Visera (PP), será o relator da CPI. Luciano Chitolina (PSDB), Joacir Testa (PDT) e o autor do pedido para instalação da comissão, Remídio Kuntz (PR), são os demais membros. A comissão tem 60 dias para fazer as apurações e apresentar o relatório.

O objeto que a CPI vai investigar acabou sendo “encolhido”. Inicialmente, o pedido de CPI tratava também das suspeitas de extração ilegal de cascalho para recuperação das estradas utilizadas pela Usina de Sinop. Esse assunto acabou ficando de fora. A CPI concentrará seus trabalhos em apurar se a prática de enterrar folhas, galhos e toras, na área que futuramente será alagada pelo barramento do rio, é ambientalmente correto.

Segundo Remídio Kuntz, autor do pedido de CPI, as denúncias referentes ao cascalho foram tiradas para atender a legalidade da comissão. Reproduzindo a orientação do jurídico da Câmara, Remídio disse que a CPI não poderia ter dois objetos de investigação distintos. Entre o cascalho e as toras enterradas, Remídio achou a segunda mais grave. “Nós fizemos uma visita in loco, conversamos com assentados, fizemos fotos. Constatamos que existem toras com mais de 10 cm de espessura sendo enterradas nesse processo que a usina está fazendo, de remover a vegetação do local onde vai ser o lago. A CPI vai levantar se isso é legal. Acabamos escolhendo por esse assunto por ser mais grave, já que pode impactar a vida de quem vai viver na beira do lago”, explicou Remídio. Ele disse que a questão do cascalho seria mais difícil de comprovar.

A comissão terá autonomia para realizar oitivas, contratar pareceres técnicos e fazer inspeções in loco, afim de apurar especificamente o objeto da denúncia.

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