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Deputado aponta incoerência ideológica no retorno de Valtenir para o PSB

GC Notícias | 19/06/2017 08:14

Fábio Garcia lembra que novo filiado votou contra impeachment de Dilma

O deputado federal Fábio Garcia (PSB) classificou como incoerente a decisão do Partido Socialista Brasileiro em colocar o deputado federal Valtenir Pereira na presidência estadual da legenda. Ele apontou posicionamentos do novo presidente da sigla que são contrários à ideologia do PSB e declarou, ao comentar sobre as motivações para a decisão da executiva nacional, que há “um fogo por trás que o tempo irá esclarecer”.

Na última quarta-feira (14), Valtenir Pereira assinou a ficha de filiação ao PSB. Na mesma data, o dirigente geral da legenda, Carlos Siqueira, colocou o parlamentar na presidência estadual do partido. O caso gerou imbróglio entre os outros membros do PSB em Mato Grosso, que mostraram-se contrários à medida, pois esperavam que o ex-prefeito da Capital, Mauro Mendes, assumisse a liderança.

O impasse em relação à direção regional teve início após Carlos Siqueira destituir todos os membros da executiva estadual do partido, que era composta por Garcia, pelo também deputado federal Adilton Sachetti, pelos deputados estaduais Oscar Bezerra, Eduardo Botelho e Max Russi e pelo ex-prefeito Mauro Mendes. O caso aconteceu depois que Fábio Garcia, então presidente da legenda, desobedeceu orientação da sigla e votou a favor da reforma trabalhista proposta por Michel Temer (PMDB).

De acordo com Garcia, a nomeação de Valtenir Pereira foi incoerente e nenhum membro do partido compreendeu a decisão. “É difícil entender tudo isso. Falta uma coerência gigantesca na decisão que foi tomada pelo presidente do partido. Essa celeuma, em relação ao PSB, teoricamente tinha uma motivação, que era o posicionamento em relação à modernização das Leis trabalhistas no Brasil. Mas fica incoerente quando o presidente traz uma solução, que é trocar toda a executiva e traz como solução o deputado federal Valternir Pereira”, comentou, em entrevista à rádio Capital FM, na manhã desta sexta-feira (16).

Ele pontuou que Valtenir tem um posicionamento que vai de encontro à ideologia adotada pelo PSB. “Ao longo da caminhada dessa legislatura, ele tem se posicionado contra tudo o que o PSB prega. Por exemplo, o Valtenir votou a favor da reforma trabalhista, assim como eu. O PSB defendeu o impeachment da Dilma e o Valtenir votou contra, porque defendeu o governo do PT. O PSB não apoiava o governo do PT, mas o Valtenir apoiou. Ele, depois do impeachment, foi o primeiro a se juntar ao presidente Michel Temer, mesmo tendo votado contra o impeachment. É um dos parlamentares que mais tem cargos no governo federal. O PSB hoje se posiciona contrário ao Michel Temer, inclusive apoiando a renúncia ou afastamento do presidente”.

“Então, fica difícil ver coerência nessa decisão tomada pelo presidente do PSB em relação a essa decisão tomada em Mato Grosso. Para nós, é muito difícil entender o que está por trás disso”, justificou.

Para Garcia, na decisão de nomear o novo presidente do PSB no Estado não foi levada em consideração nenhuma questão ideológica ou o crescimento da legenda. “Até porque o trabalho que fizemos à frente do PSB, desde que assumimos o partido que antes era comandado pelo Valtenir, foi incontestável em termos de crescimento. Recebemos o PSB com um prefeito apenas, o Mauro Mendes, e uma deputada estadual, Luciene Bezerra. Construímos, nesse tempo, um partido que tem, hoje, 16 prefeitos no Estado, 142 vereadores, cinco deputados estaduais e a maior bancada federal do Estado, que são eu e o Sachetti”.

“O trabalho no PSB, de crescimento do partido, de engrandecimento, de atração de pessoas novas para vir somar conosco, é incontestável”, asseverou.

O deputado federal acredita que para a nomeação do novo presidente foram levados em consideração motivos que não foram revelados pela executiva nacional. “Há um fogo aí por trás que, obviamente, o futuro, a luz do sol, a transparência e o tempo irão esclarecer o que está por trás de tudo isso”.

Ao ser questionado sobre a possibilidade de as votações e o posicionamento de Valtenir não terem sido levados em consideração pelo PSB em razão de ele não ter desrespeitado nenhuma instrução do partido, pois não pertencia à legenda na época, Garcia foi enfático.

"E qual a explicação, então, para punir deputados que nem votaram a favor da reforma trabalhista, porque nem federais são, como por exemplo os deputados estaduais Oscar Bezerra, Botelho, o Max. Além do prefeito Mauro Mendes, que nem está participando de nenhum mandato neste momento. Qual seria a explicação?", questionou.

Fonte: Redação