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Deputado quer anular título dado a Lula; petista defende ex-presidente

GC Notícias | 19/04/2017 10:23

MBL questiona a concessão do título de Cidadão Mato-Grossense a Lula

O deputado estadual Adalto de Freitas, o Daltinho (Solidariedade), requereu à Mesa Diretora da Assembleia a anulação da votação que aprovou a concessão do título de Cidadão Mato-Grossense ao ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O pedido feito com base no Regimento Interno e  ainda será analisado pelo presidente do Legislativo Eduardo Botelho (PSB).

A concessão do Titulo de Cidadão Mato-Grossense, proposto pelo deputado estadual Valdir Barranco (PT), foi aprovada por unanimidade pelos parlamentares presentes da sessão do último dia 12. Sob a relatoria de Janaina Riva (PMDB), a matéria foi apreciada em primeira votação e precisa passar pelas comissões permanentes para retornar ao plenário.

Ao apresentar o pedido de anulação, Daltinho não citou os motivos. Entretanto, a concessão do título de Cidadão Mato-Grossense a Lula foi questionado pelo Movimento Brasil Livre (MBL).

Os integrantes do MBL alegam que Lula não tem compromisso com Mato Grosso.  Além disso, alegam que o petista é apontado como chefe do maior esquema de corrupção da história.

Lula é acusado de ser comandante máximo e principal beneficiário do esquema de corrupção instalado na Petrobras, cujos desvios somam bilhões de reais. Ele é alvo de cinco ações penais, três estão no âmbito da Lava Jato, uma na operação Zelotes e uma na operação Janus. Três processos correm no Distrito Federal e dois em Curitiba. Paralelamente, o ex-presidente também é investigado pela Polícia Federal.

Como Barranco não estava presente na sessão, o deputado estadual Allan Kardec (PT) saiu em defesa de Lula.  “Vamos usar o bom senso. Existem várias denúncias contra Lula, mas a Casa também está cheia delas”, declarou sem citar que Daltinho está na lista de 33 deputados e ex-deputados estaduais apontados por José Riva, em depoimento à Justiça, como beneficiários do esquema de corrupção denominado “mensalinho”.

Botelho já afirmou que não pretende intervir no caso. Alega que caberia intervenção somente em caso “gritante” como a concessão da  honraria a um traficante. 

Fonte: Jacques Gosch - RD News