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Juíza candidata ao Senado sai do palanque tucano

GC Notícias | 31/08/2018 16:53

Selma citou rasteira de Leitão, delações e fim do apoio a Taques

A juíza aposentada e candidata ao Senado Selma Arruda (PSL) anunciou, na tarde desta sexta-feira (31), o rompimento com a coligação liderada pelo governador e candidato à reeleição Pedro Taques (PSDB).

Em coletiva na capital do Estado, Selma disse que a principal razão foi uma "rasteira" do colega de chapa, o também candidato ao Senado Nilson Leitão (PSDB) e o fato do tucano e do governador Pedro Taques terem sido os principais acusados da delação do ex-secretário de Educação Permínio Pinto e do empresário Alan Malouf.

As informações sobre as delações foram divulgadas ao longo das últimas semanas pela Folha de São Paulo.

Ao ler uma nota, a candidata disse ter escolhido a chapa de Taques por entender ser o grupo que tinha os princípios mais próximos ao seu.

Entretanto, segundo ela, assim que a coligação foi fechada oficialmente, em 5 de agosto, passou a ser alvo de todo tipo de boicote.

Selma afirmou que foi Leitão quem incentivou a candidatura ao Senado do procurador Mauro César Lara de Barros. Inicialmente, a intenção de Lara era disputar o Governo do Estado. “Passei a sofrer todo tipo de boicote e rasteira por parte de Nilson Leitão. Esse senhor incentivou a candidatura ao Senado de um candidato com perfil parecido ao meu, com o claro propósito de reduzir minhas chances”, afirmou.

“Há 15 dias tomei o conhecimento, e foi confirmado agora, de que o PSDB iria me alijar do tempo de propaganda, me dando apenas migalhas, sob a alegação esdrúxula de que não queriam dar espaço para o Bolsonaro”, disse Selma, que é da mesma sigla que o candidato à presidência da República Jair Bolsonaro. Selma queria que Leitão dividisse, igualitariamente, seu tempo com ela. O PSDB tem mais tempo no horário eleitoral gratuito que o PSL.

 “Embora chocada com esse jogo rasteiro, fiz um esforço para tentar manter a unidade do grupo. Porém, a minha tolerância tem limite. Vim aqui para fazer diferente e não posso tolerar nada que fira meus princípios”, afirmou.

A juíza aposentada disse que tocará sua campanha ao Senado de forma independente, divulgando ela e Bolsonaro. E que não apoiará nenhum candidato ao Governo de Mato Grosso.

Fonte: Redação