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MP oferece denúncia contra deputado estadual acusado de liderar esquema na Seduc

GC Notícias | 11/10/2017 16:24

Cabeças atuavam na sombra, comandando pessoas nas demais camadas da organização

O Ministério Público do Estado de Mato Grosso, por meio do Núcleo de Ações de Competência Originária (NACO), ofereceu nesta quarta-feira (11) denúncia contra o deputado estadual Guilherme Antônio Maluf por organização criminosa, corrupção passiva (20 vezes) e embaraçamento da investigação. A denúncia criminal é desdobramento da Operação Rêmora, realizada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco).

Consta na denúncia, que o deputado estadual teve a mesma participação de Alan Maluf na organização criminosa. Ele é acusado de integrar o núcleo de liderança da organização, sendo beneficiário direto de parcela da propina arrecadada, além de se valer das influências políticas proporcionadas pelo cargo eletivo para promover as articulações necessárias para o desenvolvimento dos esquemas criminosos voltados para solicitação e recebimento de propinas.

Conforme o MPE, o núcleo de liderança da organização tinha ainda a participação do ex-secretário de Estado de Educação, Permínio Pinto Filho. Segundo o MPE, foi Alan Maluf que articulou junto ao ex-secretário de Educação a inserção de Giovani Belatto Guizaardi, pessoa de sua confiança com quem guarda parentesco, na condição de operador de cobrança e recebimento de vantagens ilícitas relacionadas a obras públicas da Seduc, garantindo assim o pleno controle sobre as atividades ilícitas do grupo delituoso.

“Foram as tratativas coordenadas de Alan Maluf e de Guilherme Maluf que garantiram a 'circunscrição' sobre o cargo de superintendente de Acompanhamento e Monitoramento da Estrutura Escolar – posto estratégico dentro da Seduc que garante o mecanismo de pressão sobre os empreiteiros para pagamento da propina, bem como de controle sobre tais pagamentos – em relação às nomeações tanto de Wander Luiz dos Reis quanto de Moises Dias da Silva”, diz a denúncia.

 

SOMBRA:

Segundo o Ministério Público, as investigações demonstram que Permínio Pinto Filho, Alan Maluf e Guilherme Maluf se mantinham “nas sombras”, comandando e agindo por pessoas interpostas que se encontravam nas demais camadas da organização. “As investigações demonstram que Giovani Belatto Guizardi é o “testa de ferro” dos aludidos servidores públicos, bem como de Alan Maluf e de Guilherme Maluf, é a pessoa quem faz o trabalho sujo a fim de ocultar a identidade dos verdadeiros solicitantes / recebedores da propina”, acrescentou.

Conforme o MPE, a organização era composta pelos núcleos de lideranças, agentes públicos, operações e de empresários. Todos os integrantes do grupo já foram denunciados e já respondem a ações penais.

Na denúncia oferecida nesta terça-feira pelo NACO, além do deputado Guilherme Maluf, também foi denunciado o seu segurança por embaraçamento de investigação, Milton Flávio de Brito Arruda. Segundo o MPE, após a deflagração da primeira fase da operação Rêmora, a fim de garantir que Giovani Belatto Guizardi não revelasse sua atuação aos investigadores, Guilherme Maluf buscou intimidá-lo, utilizando-se para tanto, o seu segurança que é agente penitenciário do Serviço de Operações Especiais e que, a época do fato, estava cedido à Assembleia Legislativa.

 

Maluf nega participação

O deputado estadual Guilherme Maluf disse que recebeu com “estranheza” a denúncia do Ministério Público sobre suposto esquema criminosos na Secretaria de Educação de Mato Grosso. O parlamentar considera que durante toda a investigação não foi apresentada nenhuma prova em seu desfavor.

As informações foram divulgadas pela assessoria de imprensa do deputado. Maluf contesta com veemência a tese de ”embaraçamento” da investigação ou tentativa de intimidação de qualquer dos acusados. Segundo o Parlamentar, o argumento falso utilizado por um deles para sair da cadeia. “O deputado Guilherme Maluf reafirma que não tem envolvimento com qualquer possível irregularidade ocorrida na secretaria de Educação e que confia na justiça, onde comprovará sua inocência”, salientou o deputado.

A defesa de Maluf, patrocinada pelo advogado Hélio Nishiyama, declarou: "Desconheço os termos da suposta denúncia. O que eu posso dizer é que a investigação é temerária porque está lastreada na versão contraditório e não comprovada de colaboradores. Não há um único elemento probatório capaz de subsidiar a suposta denúncia do MPE".

Fonte: Redação com Assessoria