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Para ex-prefeito, taxa de lixo ficou cara demais

GC Notícias | 04/04/2018 15:02

Juarez Costa disse que a prefeitura deveria assumir metade dessa conta

A cobrança da taxa do lixo em Sinop tem causado divergências inclusive entre os apoiadores da prefeita Rosana Martinelli (PR). O ex-prefeito de Sinop, Juarez Costa (MDB), que foi o gestor que criou a taxa fez duras críticas a forma como a cobrança foi implantada.

Em entrevista ao GC Notícias, Juarez questionou o modelo adotado para cobrar a taxa. Para o ex-prefeito, a cobrança baseada nos metros quadrados de cada imóvel é injusta. “Como que você vai cobrar a taxa por metros quadrados? Não é o tamanho do imóvel que determina quanto lixo será produzido e sim o número de pessoas. Além disso, mudaram o cálculo. Não era para ser porcentagem de UR. Era para ser em UR”, declarou Juarez.

O ex-prefeito lembrou que a criação da Taxa do Lixo fez parte de um processo para regularizar a destinação dos resíduos em Sinop, estabelecendo um lastro financeiro para que o município pudesse oferecer uma coleta adequada e fechar, em definitivo, o lixão. Paralisar a destinação indevida de resíduos no antigo lixão, recorda Juarez, era uma cobrança do judiciário, da Sema e do Tribunal de Contas. “Havia uma pressão para que Sinop resolvesse esse problema que se arrastava desde a criação do município”, pontua.

No entanto, o desfecho desse processo não foi nada do que Juarez esperava. O ex-prefeito disse que o valor cobrado pela prefeitura para Taxa de Lixo ficou impraticável e que a população está certa em reclamar porque “não tem como pagar isso”. Juarez afirmou que o correto a fazer era a prefeitura dividir essa conta com a população e não simplesmente passar o problema inteiro para o contribuinte. “A prefeitura deveria arcar com a metade. Se o serviço custa R$ 11,5 milhões por ano, cobre R$ 6 milhões da população e assuma o restante. Não dá simplesmente para pegar o custo total do serviço e dividir entre os cidadãos”, afirmou Juarez.

O ex-gestor também criticou a atual prefeita e sua equipe sobre a série de cobranças implementadas. Segundo ele, em 2014, quando foi implantado o novo código tributário de Sinop, foi estabelecido um aumento de até 30% do IPTU. “Fizemos isso para não fazer o georeferênciamento. Ou era um, ou outro. Agora, depois que o imposto foi reajustado, a prefeitura faz o georeferênciamento e aumenta o imposto de novo? Então deveria descontar o IPTU desse ano em 30%”, declarou.

Para Juarez, o lançamento da Taxa do Lixo e a revisão dos imóveis para aumento do IPTU causou uma situação em que a prefeitura cobra do contribuinte algo que ele não pode pagar.

Fonte: Jamerson Miléski