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Política

Taques tem até quinta-feira para retirar todas as propagandas do Estado

Governador insiste em manter propagandas, acumula 4 ações judiciais contra a sua gestão

Eleições 2018 | 30 de Julho de 2018 as 17h 39min
Fonte: Redação

Após três decisões judiciais contra o governador Pedro Taques (PSDB) para retirar publicidade institucional das obras públicas, o juiz Ulisses Rabaneda proferiu na sexta-feira (27), uma nova decisão que determinou que ele retire, no prazo máximo de cinco dias, todas as placas publicitárias do governo espalhadas pelo Estado.

O juiz destacou que há no Tribunal Regional Eleitoral 8 ações movidas contra o governador em que a demanda é a propaganda do governo em período proibido pela legislação. “Em outras palavras, estas ações vem se repetindo exponencialmente, mesmo algumas delas tendo liminar deferida para que o representado se abstenha de novas práticas. Este quadro autoriza, ipso facto, a adoção de providência judicial mais severa, para que, em primeiro plano, cessem as condutas potencialmente irregulares, e, em segundo, tornem desnecessárias novas demandas distribuídas individualmente nesta Corte”, destacou o juiz, ao conceder a liminar de “caráter inibitório”.

A ação foi proposta pelos advogados Rodrigo Cyrineu e Ademar Silva a pedido do Partido Democrático Trabalhista (PDT). Eles alegaram, como a exemplo das outras três ações anteriores que determinaram a retirada da publicidade, que o governador “vem utilizando a máquina pública para lograr proveito eleitoral em seu projeto de reeleição, tal como já noticiado nas inúmeras representações já ofertadas em seu desfavor perante este tribunal”.

Na decisão desta sexta-feira (27), que atendeu ao pedido do PDT, o juiz deu o prazo de 24 horas para que duas placas localizadas no município de Juscimeira sejam retiradas.

O governador também está proibido de “fixar outras [placas] com as mesmas características, até a realização das eleições 2018, inclusive 2° turno, se houver, sob pena de multa individual no valor de R$ 20 mil por placa existente após o prazo assinalado”.

Nas outras três decisões que determinaram a retirada das publicidades localizada nas MTs 010 e 251, os juízes entenderam, como a exemplo de Ulisses Rabaneda, a prática de conduta vedada por parte do governador.

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