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Vereadores pedem audiência com governador para tratar do Hospital

GC Notícias | 19/09/2017 16:56

Reunião com Taques e deputados é a estratégia da Câmara para resolver o atraso nos repasses

A Fundação de Saúde Comunitária de Sinop, afirma que o Estado deve mais de R$ 27 milhões para a instituição e, por isso, irá paralisar o funcionamento do Hospital Regional de Sinop. O Governo do Estado, por sua vez, alega que os valores não fecham, que as prestações de contas não correspondem e que está auditando os gastos da Fundação. Para resolver esse impasse – ou pelo menos tentar – os vereadores de Sinop apostam em uma reunião com o governador Pedro Taques (PSDB).

A medida, que mais parece tratar um tumor cerebral com paracetamol, foi anunciada na sessão desta segunda-feira (18). Ainda na parte da tarde, os vereadores receberam a visita do diretor da Fundação, Wellington Randal, que reiterou as dificuldades da entidade em manter o atendimento. “O diretor veio buscar a força da Câmara de Sinop para que ajuda a intervir junto ao governo do Estado para que faça os repasses, que estão atrasados e comprometem o funcionamento desta unidade que atende todo o norte do Mato Grosso”, comentou o presidente da Câmara, Ademir Bortoli (PR).

O que os vereadores fizeram foi endereçar um ofício ao deputado estadual, Dilmar Dal’Bosco (DEM), pedindo que o mesmo agrupe os demais deputados que possuem suas bases eleitorais no Norte de Mato Grosso e obtenha uma audiência com o governador Pedro Taques (PSDB), e o secretário estadual de Saúde. Bortoli acredita que a cobrança deve surtir efeito. “Se o governo que ter o respaldo frente a população de Sinop, ele precisa resolver essa situação dos repasses”, pontuou.

Não é a primeira vez que Fundação de Saúde Comunitária e Governo do Estado divergem sobre os serviços e pagamentos referentes ao contrato de cessão do Hospital Regional de Sinop. Desde julho de 2012, quando a gestão da unidade foi transferida para Fundação, operando apenas como “Pronto Atendimento”, existem divergências. O embate entre Fundação e Estado chegou no limite em 2014, quando o então governador Silval Barbosa (PMDB), decretou a intervenção. Mesmo com a troca de governador a intervenção persistiu por mais de um ano na gestão Taques. Somente em fevereiro de 2016, o atual governador dissolveu a intervenção, devolvendo a gestão do Hospital para a Fundação. A entidade alega ter repasses atrasados desde a retomada até o mês de julho, que totalizam R$ 17,7 milhões. Os R$ 10 milhões restantes são referentes as parcelas de julho (parcial), agosto e setembro, que ainda não haviam sido quitadas.

Fonte: Jamerson Miléski