Boa noite, Domingo 15 de Dezembro de 2019

Rural

Boletim Semanal Café com Cereali

Agrícola | 02 de Dezembro de 2019 as 08h 14min
Fonte: Wilson Marques de Araújo

Alta na arroba do boi, máxima histórica na cotação do dólar e colapso econômico e social na América do sul, foram os fatores que ditaram o ritmo desta última semana do mês de novembro que se encerra hoje 29/11/2019.

No campo da pecuária presenciamos um aumento expressivo na valorização da arroba do boi nas cotações da BMF, onde por sua vez a exportação entrou aquecido param compras da carne bovina no brasil, principalmente os países da Ásia que enfrentam uma redução de seu plantel de suínos devido a crise da peste Suína que atingiu todo o continente Asiático em meados deste ano, desta forma se obrigaram a substituir a proteína trazendo um grande momento de euforia para as cotações da carne bovina na Bolsa, com isto os consumidores domésticos no Brasil já sentem o reflexo desta alta também nos açougues e supermercados.

O dólar por sua vez tendo muitos atenuantes e trabalhando já algum tempo bem mais forte do que as demais moedas ao redor do globo, forçando os BC’s (Bancos Centrais) a se validarem de instrumentos de controle de monetários para ajustar o setor econômico do país, a exemplo do Brasil que até ontem já havia realizado o quarto leilão de Swaps para ajudar a conter a alta do dólar perante o real.

 Este segundo semestre do ano de 2019 veio acompanhado de eventos sequências nos países da América do Sul os quais ocasionaram parte desta valorização do dólar, podemos pontuar alguns destes eventos como por exemplo: Brasil , a saída do Presidente Jair Bolsonaro do PSL; liberdade concedida a Lula; trouxe tenções de possíveis dificuldades para a provação das reformas; aliados a declarações do Ministro da Economia Paulo Guedes que o país “deve se acostumar” com patamar atual do dólar.

Argentina, retorno do governo Kirchner em dezembro traz preocupações ao mercado local. Chile, protestos na capital Chilena por conta de elevações nas tarifas do metrô trazem insegurança para o governo.

 Colômbia, movimento militar do governo conta as FARC traz medo de nova Guerra Civil, Bolívia, possível retorno do presidente deportado Evo Morales trouxe grande insatisfação social. No campo da comercialização de grãos com todo estes cenário tivemos pouca movimentação para a soja, devido a cansativa Guerra Comercial que assola o globo deixando o mercado apreensivo até que seja assinado no mínimo um acordo inicial para as negociações das commodities voltem próximo de uma normalidade.

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