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Chuvas estão um pouco mais alinhadas, porém mal distribuídas em Mato Grosso

GC Notícias | 04/11/2016 09:05
Foto: Reprodução/Internet

As baixas precipitações no Estado trazem aos produtores um sinal de alerta

As chuvas em Mato Grosso nesta safra 2016/2017 estão um pouco mais alinhadas com as médias históricas, pois começou a chover mais cedo. Entretanto, as águas que caem do céu ainda estão mal distribuídas. Em outubro, até o dia 26, as precipitações registradas ficaram abaixo de 100 mm, com destaque para as regiões leste e oeste que apresentaram valores acumulados abaixo dos 50 mm. As baixas precipitações no Estado trazem aos produtores um sinal de alerta.

Os trabalhos de semeadura da soja 2016/2017 atingiram 67,73% dos 9,368 milhões de hectares destinados à cultura em Mato Grosso. Os trabalhos estão mais acelerados devido a chuva ter chegado mais cedo em 2016 apresentando em agosto uma precipitação acumulada de 62 mm na estação meteorológica da Embrapa Agrossilvipastoril, em Sinop, e de 171,2 mm em setembro, superando os 4,1 mm e 16,8 mm, respectivamente, em 2015.

O primeiro Boletim Agrometeorológico da safra 2016/2017 em Mato Grosso, realizado pela Embrapa Agrossilvipastoril, com base em dados do Agritempo, CPTEC/Inpe e Inmet, mostra que apesar de setembro ter sido o mais chuvoso, o mês de outubro se apresentou mais seco. Na estação meteorológica da Embrapa em Sinop outubro registrou 40,3 mm, abaixo dos 50,8 mm do mês em 2015 e dos 142 mm registrados em 2016.

Entre agosto e outubro 273,5 mm de precipitação foram registradas acumuladas pela Embrapa Agrossilvipastoril, acima dos 71,7 mm de 2015 e os 168,4 mm de 2013.

"Podemos ver que este ano as chuvas estão um pouco mais alinhadas com as médias históricas. Começou a chover mais cedo e em termos de volume total de chuva temos valores mais altos. Porém a distribuição está irregular, com valores não tão altos em outubro, quando começou a janela de semeadura em Mato Grosso", pontua o pesquisador da Embrapa Agrossilvipastoril Cornélio Zolin.

Outros dois boletins estão previstos para serem divulgados pela Embrapa Agrossilvipastoril. Conforme a entidade, um segundo boletim está previsto para ser divulgado em janeiro, durante a colheita, e outro em maio, que contemplará a segunda safra. O pesquisador da Embrapa Agrossilvipastoril, Cornélio Zolin, afirma que os boletins não possuem a função de ajudar o produtor no momento de tomar decisões para o campo. Contudo, salienta que serão um importante balizador para os agricultores e para as instituições financeiras no momento de negociar os prazo e resgatar o seguro agrícola em caso de problemas com a safra, mais precisamente climáticos.

 

Produtores atentos

“O clima é um importante item na composição dos fatores de produção. Do ano passado para cá, especificamente, ficou mais clara essa tendência devido ao impacto prejudicial que a forte seca causou nas lavouras. Se até então era possível contar com certeza de sol e chuva nas horas certas, agora o agricultor tem que ficar sempre atento a como está o tempo lá fora”. A observação é do diretor técnico da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Nery Ribas.

Nesta quinta-feira, 03 de novembro, representantes da diretoria da Aprosoja-MT visitam a unidade da Embrapa Monitoramento por Satélite, em Campinas (SP). A visita tem como pauta o uso de tecnologia para aperfeiçoar as previsões climáticas.

A visita na unidade da Embrapa, de acordo com a Aprosoja-MT, complementa a reunião do início desta semana com o diretor do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Francisco de Assis Diniz, ocasião esta onde os produtores foram informados que a partir de 2017 o Instituto irá ampliar sua base com a inclusão de mais cinco novas estações meteorológicas, além da possibilidade de adicionar o sistema do órgão as mais de 100 estações meteorológicas privadas já existentes.

“De todas essas aproximações, sairão ideias para o nosso planejamento de 2017, que já está em curso. A ideia é identificarmos o que há de melhor para podermos oferecer ao nosso associado no quesito meteorologia”, explica o diretor técnico da Aprosoja-MT, Nery Ribas.

Fonte: Viviane Petroli – Olhar Direto