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Pesquisadores apresentam variedade de abacaxi resistente à fusariose

GC Notícias | 21/11/2016 15:47

Resultados com variedade testa em lavoura de Mato Grosso foram promissores

Durante o 24º Congresso Brasileiro de Fruticultura, realizado em São Luiz (MA), com o tema “Frutíferas Nativas e Sustentabilidade”, os pesquisadores da Empaer (Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural), Hélio Kist e Welington Procópio, apresentaram os resultados da pesquisa com a cultura do abacaxi. Os pesquisadores expuseram os artigos intitulados “Fatores climáticos no florescimento e produção do abacaxizeiro ‘BRS Ajubá’ no cerrado de Mato Grosso” e “Cultivares de abacaxizeiros em nitossolo vermelho eutroférrico no sudoeste de Mato Grosso”.

A pesquisa foi implantada em 2012, no Campo Experimental da Empaer em Tangará da Serra, com o objetivo de avaliar a melhor época de plantio, indução floral, colheita e o escalonamento da produção do abacaxizeiro. Os pesquisadores divulgaram resultados preliminares e informações fenológicas e de produção de três cultivares de abacaxi, a tradicional Pérola, a IAC Fantástico e a inovadora BRS Ajubá, nas condições climáticas e de solo de Mato Grosso.

Deram maior ênfase na cultivar BRS Ajubá, um híbrido resistente à fusariose e tolerante às condições climáticas indutoras de florescimento natural, despertando, portanto, bastante interesse na sua exploração. Plantada pela primeira vez no estado, a cultivar apresenta tolerância aos fatores indutores da floração, luminosidade  e temperatura, se destacando pelo sabor doce.

Segundo Kist, a ideia é deslocar a colheita para períodos mais favoráveis do ano, atendendo as necessidades do produtor rural e do mercado. Hélio explica que existem vários fatores limitantes ao cultivo e destaca que a colheita dos frutos ocorre em épocas de excesso de oferta, preços baixos, além da desuniformização da colheita provocada pelo florescimento natural, o que eleva os custos de produção.

O município de Tangará é um forte produtor de abacaxi do estado, sendo que a cultura já ocupa uma área de 200 hectares e obtém uma produtividade média de 23 mil frutos/hectare. “Nossa intenção é apresentar uma variedade ideal para os agricultores rurais”, declara Hélio. O Congresso contou com a participação de pesquisadores, produtores, empresários e empresas interessadas neste setor do agronegócio brasileiro.

Fonte: Redação com Assessoria