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Rural

Polícia investiga funcionários que furtavam soja da empresa

Funcionários fretavam um caminhão para levar cargas de grãos para outros armazéns

No papo | 01 de Março de 2019 as 17h 35min
Fonte: Jamerson Miléski

A polícia civil de Lucas do Rio Verde avançou a investigação sobre um possível furto contínuo de soja realizado por funcionários da própria empresa lesada. O caso ficou público na última sexta-feira, dia 22 de fevereiro, quando os proprietários da empresa Super Sementes – com sede em Lucas do Rio Verde – registraram o boletim de ocorrência. Na comunicação feita à polícia, a empresa relatou a perda de 600 toneladas de grãos de soja – aproximadamente 10 carretas carregadas.

Um dos pontos cruciais para polícia elucidar o caso foi o depoimento de Gelson Augusto Nonnemacher, motorista de caminhão que era contratado pela dupla de funcionários acusados de furtar as cargas de grãos. Em seu depoimento à Polícia, o caminhoneiro relatou que foi contratado pelo menos 8 vezes para fazer o transporte de grãos, dos silos da empresa para outras armazéns. Todos as vezes os fretes ocorreram entre as 3h e as 5h da madrugada.

Os depoimentos das testemunhas ouvidas até então confirmam a denúncia feita pelos proprietários. Até agora a polícia sabe que dois funcionários da Super Sementes contrataram fretes para transportar cargas de grãos, dos silos da empresa para outros armazéns, sem qualquer nota ou mesmo autorização dos donos desta soja.

Os dois funcionários e mais um corretor de grãos estão sendo denunciados por furto qualificado. Já os armazéns, um na cidade de Lucas e outro em Sorriso, podem ser acusados de receptação de produto de furto, caso o crime primeiro seja confirmado.

O esquema foi descoberto por que os outros funcionários desconfiaram que as cargas eram feitas somente na madrugada e comunicaram o proprietário da empresa, que reside em Sinop.

Segundo os advogados da empresa Super Sementes, as investigações já se encontram em estado avançado.

 

Só resíduo

Em seu depoimento, o motorista de caminhão Gelson Augusto conta que sempre pedia as notas fiscais para fazer os fretes. Em uma das vezes, um dos dois funcionários que sempre acompanhavam os carregamentos disse para o motorista que não precisava de nota, já que se tratavam apenas de “resíduos de soja”. Gelson disse para polícia que percebeu que não eram resíduos, era soja de boa qualidade.

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